O candidato ao governo do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD) desistiu da candidatura após o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), negar, na noite de quinta-feira (8), o pedido para invalidar a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que anulou os votos recebidos por Anthony Garotinho (Republicanos).

A decisão do TSE favorece o candidato Douglas Ruas (PL), que passa a superar 50% dos votos válidos após a retirada dos 274.411 votos atribuídos a Garotinho. Com a nova totalização, Ruas pode ser declarado vencedor da eleição para o governo do estado ainda no primeiro turno, realizado no domingo (4). A confirmação do resultado depende de ato do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ).

Em nota, Paes afirmou que a maioria dos eleitores fluminenses votou para que a disputa fosse decidida em segundo turno, mas declarou que as decisões judiciais devem ser respeitadas.

“Infelizmente, a Justiça decidiu que não haverá segundo turno, contrariando a vontade soberana dos eleitores. E decisão judicial a gente respeita. É assim que funciona a democracia”, afirmou.

O candidato também disse que o Rio de Janeiro atravessa uma das maiores crises de sua história, especialmente na área da segurança pública. Paes declarou ainda que o fim da eleição não altera seu compromisso com o estado e com a população fluminense.

“A eleição termina, mas o meu amor pelo Rio e o meu compromisso com o povo fluminense continuam os mesmos”, afirmou.

Paes acrescentou que seu grupo político e o PSD continuarão acompanhando e cobrando resultados do governo que representa a continuidade do grupo político no poder há oito anos. Ele também agradeceu aos mais de 3,7 milhões de eleitores que votaram nele.

Antes da anulação dos votos de Garotinho, Douglas Ruas havia obtido 4.271.199 votos, correspondentes a 49,27% dos votos válidos. Paes recebeu 3.706.984 votos, ou 42,76%. Garotinho tinha alcançado 274.411 votos, equivalentes a 3,71%.

O plenário do TSE decidiu pela retotalização dos votos em sessão encerrada na quinta-feira, por 5 votos a 2. O tribunal também negou, por unanimidade, o pedido de desistência apresentado por Garotinho e julgou o recurso contra o indeferimento de seu registro de candidatura.

Enquanto o recurso estava pendente, Garotinho teve autorização para aparecer na urna. Na sexta-feira (2), o ministro Floriano de Azevedo Marques havia determinado que os votos fossem registrados como anulados sub judice. No domingo da eleição, porém, o ministro Nunes Marques determinou que os votos fossem totalizados como válidos até a análise do caso pelo TSE.

O candidato ao governo do Rio de Janeiro Douglas Ruas (PL) criticou nesta quinta-feira (8) o recurso apresentado pelo adversário Eduardo Paes (PSD) ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar garantir a realização do segundo turno entre os dois. Após a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que anulou os votos de Anthony Garotinho (Republicanos), Ruas fez um pronunciamento como governador eleito, embora a retotalização dos votos ainda dependa do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ).

O TSE determinou a anulação dos votos recebidos por Garotinho na votação de domingo (4) e a realização de uma nova totalização. A previsão é que o procedimento seja feito pelo TRE-RJ no próximo sábado (10). Com a exclusão dos votos de Garotinho, Ruas deverá ultrapassar 50% dos votos válidos e ser declarado vencedor ainda no primeiro turno.

“A decisão do TSE foi clara e precisa ser respeitada”, afirmou o candidato. Segundo Ruas, partidos que não integraram a mesma coligação já reconheceram o resultado. “É lamentável que se insista em querer levar para o judiciário aquilo que deve ser resolvido na arena da política”, disse.

A coligação de Eduardo Paes, atual prefeito do Rio de Janeiro, informou que aguardará a manifestação do STF antes de fazer novos pronunciamentos. Em nota, afirmou que o candidato continua confiante na realização do segundo turno “para que seja respeitada a vontade da maioria dos eleitores fluminenses”.

No primeiro turno, Douglas Ruas recebeu 49,27% dos votos válidos, enquanto Eduardo Paes teve 42,76%. Anthony Garotinho obteve 3,17%. O nome do candidato do Republicanos permaneceu na urna porque a decisão do TRE-RJ que barrou sua candidatura foi tomada depois do fechamento do sistema da urna eletrônica.

Durante o pronunciamento, Ruas afirmou representar um “caminho novo” para o estado e criticou administrações das últimas décadas. “A população disse não para essa geração de políticos que fracassou. Passaram os últimos 30 anos prometendo mudanças e, pelo contrário, criaram todos os problemas para os quais nós buscamos a solução hoje”, declarou.

Ruas presidiu a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e foi secretário estadual das Cidades entre setembro de 2023 e março de 2026, durante o governo de Cláudio Castro (PL). Ele disse que pretende fazer uma transição harmoniosa com a administração atual e defender os interesses de toda a população, incluindo os eleitores que não votaram nele.

Entre as prioridades mencionadas está o combate ao crime organizado. O candidato afirmou que pretende garantir o direito de ir e vir, recuperar a circulação nas ruas e proteger a liberdade econômica no estado.

A Organização dos Estados Americanos (OEA) classificou a eleição brasileira como uma jornada cívica e pacífica, mas demonstrou preocupação com o ambiente de desinformação e forte polarização política. As avaliações constam em um relatório preliminar divulgado nesta quarta-feira (7), após a atuação de 91 observadores independentes no país.

No documento, a organização elogiou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) pela capacidade técnica, logística e organizacional demonstrada durante o processo eleitoral. A OEA também afirmou que o pleito apresentou lisura, embora tenha registrado fatores que, segundo a entidade, podem afetar a confiança da população no sistema eletrônico de votação.

Entre os pontos mencionados está o que o relatório descreve como um clima de tensão e forte polarização política. A organização também citou a judicialização do processo, confrontos pessoais e a circulação de narrativas de desinformação com o objetivo de gerar desconfiança em relação à integridade das urnas eletrônicas.

A missão internacional destacou ainda a participação de pesquisadores, acadêmicos e especialistas nos testes realizados com as urnas. Outro aspecto positivo apontado foi o aumento do registro de dados biométricos, que chegou a 89% desde as eleições de 2024.

O relatório também registrou a ampliação dos serviços eletrônicos oferecidos pela Justiça Eleitoral. Entre eles estão a plataforma Autoatendimento e o aplicativo móvel e-Título, usados para facilitar o acesso dos eleitores a serviços relacionados ao processo eleitoral.

Como ponto de atenção, a OEA mencionou a ausência de um debate eleitoral entre os candidatos aos cargos de presidente e vice-presidente da República. Ao mesmo tempo, reconheceu a realização de diversos debates entre candidatos aos governos estaduais.

Outro tema destacado foi a falta de critérios jurídicos harmonizados na Justiça Eleitoral para tratar do uso de imagens reais ou produzidas por inteligência artificial de pessoas proibidas de participar da política. De acordo com o relatório, a ausência de parâmetros uniformes alcança tanto a propaganda digital quanto os materiais físicos.

As observações divulgadas fazem parte de uma avaliação preliminar da missão da OEA sobre o processo eleitoral brasileiro. O documento reúne os aspectos considerados positivos e os temas que, na avaliação da organização, exigem atenção das instituições eleitorais.

A presidente da seccional da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro (OAB-RJ), Ana Tereza Basilio, defendeu nesta terça-feira (6) que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decida rapidamente o futuro da eleição para o governo do estado. O pedido ocorre após o Ministério Público Eleitoral (MPE) apresentar parecer favorável à desistência de um recurso apresentado pelo candidato Anthony Garotinho (Republicanos).

A decisão do colegiado do TSE poderá definir se o Rio de Janeiro terá segundo turno ou se haverá um governador eleito já na primeira etapa da disputa. Para Ana Basilio, a definição precisa ocorrer antes do prazo previsto para a realização do segundo turno, de modo a assegurar segurança jurídica ao processo eleitoral.

“Essa decisão precisa ocorrer antes do prazo do segundo turno para dar segurança jurídica ao nosso combalido estado do Rio de Janeiro, que está sempre sofrendo pela insegurança jurídica. O que a sociedade espera é que ocorra logo, visto que houve hoje a manifestação do Ministério Público Eleitoral”, afirmou a presidente da OAB-RJ.

O MPE encaminhou nesta terça-feira (6) ao TSE parecer favorável ao pedido de Garotinho para desistir do recurso contra a decisão que barrou sua candidatura ao governo fluminense. O pedido ainda depende de análise e homologação pelo tribunal.

Caso a desistência seja homologada, os votos recebidos por Garotinho serão anulados definitivamente. Com a exclusão desses votos, Douglas Ruas (PL) poderá ultrapassar a marca de 50% dos votos válidos e ser declarado eleito no primeiro turno.

Na apuração original, Ruas recebeu 4.271.199 votos, o equivalente a 49,27% dos votos válidos. Eduardo Paes (PSD) obteve 3.706.984 votos, correspondentes a 42,76%. Garotinho teve 274.411 votos, ou 3,17%.

O nome de Garotinho permaneceu disponível na urna eletrônica porque a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) que barrou a candidatura foi tomada depois do fechamento do sistema das urnas.

Com a manutenção da candidatura na urna, os votos foram registrados no primeiro turno e passaram a depender da decisão judicial sobre o recurso. A definição do TSE será determinante para confirmar o resultado da disputa pelo governo do estado e estabelecer se haverá ou não uma nova votação entre Douglas Ruas e Eduardo Paes.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou nesta terça-feira (6) que a interrupção de 50 minutos na divulgação dos resultados da eleição para presidente e vice-presidente da República não afetou a contagem dos votos. A Corte negou que a falha tenha representado fraude ou alterado a apuração.

O problema ocorreu no domingo, quando a aba de visualização “Brasil” do painel do TSE parou de funcionar de forma inesperada às 19h14. Durante o período, os números nacionais dos votos para presidente e vice-presidente ficaram sem atualização. O serviço foi normalizado às 20h04.

Segundo o tribunal, a instabilidade foi provocada pelo grande fluxo de dados recebido simultaneamente pelo sistema. A falha, conforme a explicação técnica, ocorreu somente na divulgação dos resultados, e não no processo de contabilização dos votos.

O TSE destacou que as abas correspondentes aos estados continuaram registrando o aumento da quantidade de votos para presidente e vice-presidente normalmente durante o intervalo. A área técnica do tribunal investiga as causas do episódio e trabalha para evitar que o problema se repita no segundo turno, marcado para o próximo dia 25.

A apuração dos votos começa após o encerramento da votação com a impressão do boletim de urna em cada seção eleitoral. O documento registra a quantidade de votos atribuída a cada candidato e é transmitido ao centro de processamento de dados da Justiça Eleitoral.

Na sequência, os boletins de urna são divulgados na internet para que os interessados possam refazer a totalização. Também são realizados o processamento dos boletins, a manutenção dos sistemas gerenciais e de acompanhamento, o cálculo das totalizações e a geração dos arquivos de divulgação dos resultados.

De acordo com o TSE, a pausa registrada no domingo ocorreu apenas na última etapa, relacionada à exibição dos resultados ao público. Nesse momento, os votos já haviam sido contabilizados pelos sistemas da Justiça Eleitoral.

Redes sociais mantiveram anúncios político-eleitorais e recomendações de conteúdos de candidatos no domingo (4), dia do primeiro turno das eleições de 2026, segundo levantamento do Observatório das Big Techs, do NetLab da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O estudo identificou anúncios considerados irregulares na Meta, no Kwai e no Google, além de vídeos recomendados pelo TikTok e pelo YouTube.

De acordo com as regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a veiculação paga ou impulsionada de propaganda eleitoral na internet é proibida desde 48 horas antes até 24 horas depois da eleição. A legislação também determina que plataformas com sistemas de recomendação retirem desses mecanismos os canais e perfis de candidatos informados à Justiça Eleitoral, ressalvadas as hipóteses previstas nas normas.

O monitoramento foi realizado por meio de buscas manuais e computacionais, com termos relacionados às candidaturas e às eleições. Os pesquisadores consultaram as bibliotecas de anúncios das plataformas e utilizaram APIs, ferramentas que permitem acessar bancos de dados oficiais das redes.

Na Meta, que reúne Instagram, Facebook, WhatsApp, Messenger e Audience Network, foram identificados 568 anúncios veiculados irregularmente durante o período analisado. O levantamento também encontrou seis anúncios que simulavam comunicações do TSE.

Essas peças usavam nomes e elementos visuais associados à Justiça Eleitoral para divulgar uma suposta possibilidade de votar remotamente, pelo celular ou de casa. A modalidade não existe. Em alguns casos, os usuários eram direcionados a sites que solicitavam o CPF para iniciar a suposta votação. As mensagens citavam problemas de saúde, dificuldades de locomoção e fortes chuvas como argumentos para estimular o uso do serviço falso.

No Kwai, foram encontrados 18 anúncios eleitorais ativos no dia da votação e outros quatro classificados como “em pausa” no repositório da plataforma. Três dos anúncios pausados teriam circulado entre 1º e 3 de outubro, período de resguardo. O NetLab também identificou 45 anúncios associados a dez páginas de candidaturas cuja data final de circulação teria sido estendida para o dia 4.

O laboratório, entretanto, informou que não foi possível confirmar integralmente esse último caso devido a divergências entre os dados exportados pelo Kwai e as informações exibidas na biblioteca de anúncios. No Google, o monitoramento encontrou um anúncio identificado em 3 de outubro que permanecia ativo na infraestrutura de publicidade da empresa.

Entre 3 e 4 de outubro, o TikTok recomendou 18 vídeos de sete candidatos, enquanto o YouTube recomendou 17 vídeos de seis candidatos. No Instagram, não foram encontradas recomendações de vídeos publicados por candidatos.

O NetLab apontou limitações nas ferramentas das empresas, que dificultariam a fiscalização e a responsabilização por eventuais irregularidades. Na Meta, anúncios classificados como inativos na interface apareciam simultaneamente em listagens de anúncios ativos. O Kwai também apresentou divergências entre a biblioteca e os arquivos exportados. Google, LinkedIn e TikTok foram citados por oferecerem informações limitadas para o acompanhamento sistemático da propaganda eleitoral.

Em resposta, Meta, Kwai e TikTok afirmaram cumprir a legislação eleitoral e manter medidas de proteção à integridade do processo. O TikTok informou ter removido 348.963 vídeos no Brasil entre junho e setembro de 2026 por violações relacionadas à integridade cívica e eleitoral, desinformação e conteúdos enganosos gerados por inteligência artificial. O Google declarou que suas políticas proíbem anúncios políticos no Brasil desde 2024 e que identificou apenas um anúncio no estudo.

Alvinho Lira (PP-AL), de 20 anos, foi eleito deputado federal nas eleições de 2026 e se tornou o parlamentar mais jovem já escolhido para a Câmara dos Deputados. Filho do ex-presidente da Casa Arthur Lira (PP-AL), ele recebeu 172.628 votos e foi o candidato mais votado para deputado federal em Alagoas.

Alvinho completa 21 anos em 17 de março de 2027, idade mínima prevista para o exercício do mandato de deputado federal. A posse dos eleitos está marcada para 1º de fevereiro de 2027.

Até o ano passado, a legislação exigia que o candidato tivesse a idade mínima na data da posse. A regra foi alterada pela Lei 15.230/2025, que estabeleceu um prazo de até 90 dias após a eleição da Mesa Diretora da Câmara para que os novos integrantes do Legislativo completem a idade exigida.

Com a mudança, Alvinho poderá assumir o mandato mesmo tendo 20 anos na data da posse, desde que complete 21 anos dentro do prazo previsto na legislação.

O novo deputado e o pai não exercerão mandatos na mesma Casa Legislativa. Arthur Lira foi eleito senador por Alagoas nas eleições de 2026, após ter presidido a Câmara dos Deputados.

Segundo os dados divulgados, a campanha de Alvinho Lira arrecadou R$ 3.148.127,00. A principal origem dos recursos foi a Direção Nacional do Progressistas (PP). Até o momento, foram registradas despesas de R$ 1.364.220,42.

O limite de gastos definido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para a campanha era de R$ 3.176.572,53, valor R$ 28.445,53 superior ao total arrecadado pelo candidato.

Alvinho Lira está entre os 183 deputados federais que estrearão no cargo a partir da próxima legislatura. A renovação da Câmara dos Deputados será de 35,67%, o menor índice registrado desde 2010.

A Câmara dos Deputados terá renovação de 35,67% na 58ª legislatura, que começa em 1º de fevereiro de 2027 e termina em 31 de janeiro de 2031. Dos 513 deputados federais eleitos em 4 de outubro, 183 exercerão o primeiro mandato na Casa, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmados pela Câmara.

Outros 301 parlamentares foram reeleitos. O número corresponde a 58,6% do total de deputados eleitos como titulares em 2022 ou de suplentes que foram efetivados ao longo da atual legislatura. Também voltarão à Câmara 29 ex-deputados que exerceram mandato em legislaturas anteriores.

O índice de novos deputados ficou abaixo do registrado na eleição de 2022, quando a renovação foi de 39,3%. A próxima composição terá 135 parlamentares autodeclarados pretos e pardos, o equivalente a 26,3% das 513 cadeiras. Em 2022, esse grupo havia elegido 139 deputados, uma redução de 2,9%.

Entre os eleitos, três se autodeclararam indígenas: Paulo Guedes (PT-MG), reeleito com 126.891 votos; Juliana Cardoso (PT-SP), também reeleita, com 111.904 votos; e Sônia Guajajara (PSol-SP), eleita com 54.207 votos por quociente eleitoral. A bancada indígena representará aproximadamente 0,58% da Câmara, ante cinco deputados eleitos em 2022.

O TSE registrou 10.206 candidaturas de pessoas negras para todos os cargos nas eleições de 2026, o equivalente a 49,64% do total. Para deputado federal, foram registradas 73 candidaturas de pessoas indígenas.

A bancada feminina será a maior da história da Câmara, com 108 deputadas eleitas. O número representa aumento de 18,68% em relação a 2022, quando 91 mulheres conquistaram mandato.

O Partido Liberal (PL) formará a maior bancada da próxima legislatura, com 121 deputados, 24 a mais que na eleição anterior. Na segunda posição aparece a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, com 88 parlamentares. A Federação União Progressista, de União e PP, terá 87 deputados.

A distribuição das demais bancadas será: PSD, 43 deputados; Republicanos, 41; MDB, 36; Podemos, 27; PSB, 15; Federação PSol/Rede Sustentabilidade, 15; PSDB/Cidadania, 11; Novo, 10; PRD/Solidariedade, 7; PDT, 6; Avante, 5; e Missão, 1.

As eleições também registraram novos recordes de votação. Nikolas Ferreira (PL-MG), de 30 anos, superou 3,11 milhões de votos e se tornou o deputado federal mais votado da história do país. Lucas Pavanato (PL), de 28 anos, recebeu 3.038.438 votos e ficou em segundo lugar. Entre as mulheres, Erika Hilton (PSol-SP) foi a mais votada, com 1.596.472 votos.

Anthony Garotinho (Republicanos) anunciou nesta segunda-feira (5) a desistência do recurso que mantinha no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar permanecer na disputa pelo governo do Rio de Janeiro. Terceiro colocado na votação de domingo (4), ele obteve 274.411 votos, equivalentes a 3,17% dos votos válidos.

A desistência pode alterar o resultado da eleição. Douglas Ruas (PL), que recebeu 49,27% dos votos, passaria a concentrar 50,88% dos votos válidos após a retirada dos votos atribuídos a Garotinho. Com isso, a eleição poderia ser decidida no primeiro turno, sem a necessidade do segundo turno previsto para 25 de outubro.

O segundo candidato mais votado foi Eduardo Paes (PSD), ex-prefeito do Rio de Janeiro, com 42,76%. Durante a apuração, os votos de Garotinho apareceram no sistema do TSE como sub judice.

A equipe do candidato divulgou o Termo de Desistência do Recurso Ordinário Eleitoral, encaminhado ao ministro Floriano de Azevedo Marques, relator do processo no TSE. Em nota, Garotinho afirmou que tomou a decisão de maneira “livre, expressa, consciente e irretratável” e criticou os adversários, declarando-se perseguido.

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) informou que a decisão sobre a nulidade dos votos cabe ao TSE, onde o recurso foi protocolado. O TSE declarou que o processo ainda está em tramitação e que não se manifesta sobre temas ou casos que possam ser ou estejam sendo analisados pela Justiça Eleitoral.

Na antevéspera da eleição, em 2 de outubro, o ministro Floriano de Azevedo Marques havia decidido que os votos dados a Garotinho deveriam ser anulados. O nome do candidato permaneceu na urna porque a decisão anterior do TRE-RJ, que indeferiu seu registro, ocorreu depois do fechamento do sistema da urna eletrônica.

Em setembro, o TRE-RJ considerou Garotinho inelegível após condenação por ato doloso de improbidade administrativa, proferida em 2018. A condenação, no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, envolveu o desvio de R$ 234,4 milhões da Secretaria Estadual de Saúde entre 2005 e 2006, período em que Rosinha Garotinho era governadora.

O tribunal regional também apontou a aplicação da Lei da Ficha Limpa, que prevê inelegibilidade por oito anos em casos de condenação por órgão colegiado por ato doloso de improbidade administrativa com lesão ao patrimônio público e enriquecimento ilícito. Cabe aos tribunais regionais julgar os registros de candidaturas a governador, enquanto o TSE analisa recursos contra essas decisões.

No mesmo pleito, Wladimir Garotinho, filho de Anthony, foi eleito para a Câmara dos Deputados com 81.797 votos. Ele ficou em 29º lugar entre os candidatos a deputado federal. Wladimir foi deputado federal entre 2019 e 2020 e, depois, prefeito de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, entre 2021 e 2026.

O candidato ao governo do Rio de Janeiro Anthony Garotinho (Republicanos) anunciou nesta segunda-feira (5) a desistência do recurso que mantinha no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para continuar na disputa. Terceiro mais votado na eleição de domingo (4), ele obteve 274.411 votos, equivalentes a 3,17% dos votos.

A decisão pode levar à definição da eleição ainda no primeiro turno. Douglas Ruas (PL), que recebeu 49,27% dos votos, passaria a somar 50,88% dos votos válidos com a retirada dos votos atribuídos a Garotinho. O percentual corresponde a 4,27 milhões de votos e representa maioria absoluta.

O segundo colocado foi o ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD), com 42,76% dos votos. Caso o novo cálculo seja confirmado, não haverá segundo turno marcado para 25 de outubro.

A equipe de Garotinho divulgou o Termo de Desistência do Recurso Ordinário Eleitoral, encaminhado ao ministro do TSE Floriano de Azevedo Marques, relator do processo. Em nota, o candidato afirmou que tomou a decisão de forma “livre, expressa, consciente e irretratável” e criticou os adversários, dizendo-se perseguido.

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) informou que cabe ao TSE declarar a nulidade dos votos, já que o recurso de Garotinho foi protocolado naquela corte. Até a publicação da informação, o TSE ainda não havia se manifestado sobre a desistência.

Durante a apuração, os votos de Garotinho apareceram no sistema da Justiça Eleitoral como sub judice. Na antevéspera da eleição, em 2 de outubro, o ministro Floriano de Azevedo Marques havia decidido que os votos destinados ao candidato deveriam ser anulados.

O nome de Garotinho foi mantido na urna eletrônica porque o TRE-RJ indeferiu o registro de candidatura após o fechamento do sistema dos equipamentos. Em setembro, o tribunal regional considerou o político inelegível com base em condenação por ato doloso de improbidade administrativa, decidida em 2018.

A condenação ocorreu no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) em processo relacionado ao desvio de R$ 234,4 milhões da Secretaria Estadual de Saúde entre 2005 e 2006, período em que Rosinha Garotinho, mulher do candidato, era governadora. O TRE-RJ também apontou a aplicação da Lei da Ficha Limpa.

A Justiça Eleitoral esclarece que os tribunais regionais julgam os registros de candidaturas a governador, enquanto o TSE analisa recursos contra essas decisões.

No mesmo pleito, Wladimir Garotinho, filho de Anthony, foi eleito deputado federal com 81.797 votos, ficando em 29º lugar entre os candidatos ao cargo. Ele ocupou uma vaga na Câmara dos Deputados de 2019 a 2020 e deixou o cargo para ser prefeito de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, entre 2021 e 2026.