O candidato ao governo do Rio de Janeiro Douglas Ruas (PL) criticou nesta quinta-feira (8) o recurso apresentado pelo adversário Eduardo Paes (PSD) ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar garantir a realização do segundo turno entre os dois. Após a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que anulou os votos de Anthony Garotinho (Republicanos), Ruas fez um pronunciamento como governador eleito, embora a retotalização dos votos ainda dependa do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ).

O TSE determinou a anulação dos votos recebidos por Garotinho na votação de domingo (4) e a realização de uma nova totalização. A previsão é que o procedimento seja feito pelo TRE-RJ no próximo sábado (10). Com a exclusão dos votos de Garotinho, Ruas deverá ultrapassar 50% dos votos válidos e ser declarado vencedor ainda no primeiro turno.

“A decisão do TSE foi clara e precisa ser respeitada”, afirmou o candidato. Segundo Ruas, partidos que não integraram a mesma coligação já reconheceram o resultado. “É lamentável que se insista em querer levar para o judiciário aquilo que deve ser resolvido na arena da política”, disse.

A coligação de Eduardo Paes, atual prefeito do Rio de Janeiro, informou que aguardará a manifestação do STF antes de fazer novos pronunciamentos. Em nota, afirmou que o candidato continua confiante na realização do segundo turno “para que seja respeitada a vontade da maioria dos eleitores fluminenses”.

No primeiro turno, Douglas Ruas recebeu 49,27% dos votos válidos, enquanto Eduardo Paes teve 42,76%. Anthony Garotinho obteve 3,17%. O nome do candidato do Republicanos permaneceu na urna porque a decisão do TRE-RJ que barrou sua candidatura foi tomada depois do fechamento do sistema da urna eletrônica.

Durante o pronunciamento, Ruas afirmou representar um “caminho novo” para o estado e criticou administrações das últimas décadas. “A população disse não para essa geração de políticos que fracassou. Passaram os últimos 30 anos prometendo mudanças e, pelo contrário, criaram todos os problemas para os quais nós buscamos a solução hoje”, declarou.

Ruas presidiu a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e foi secretário estadual das Cidades entre setembro de 2023 e março de 2026, durante o governo de Cláudio Castro (PL). Ele disse que pretende fazer uma transição harmoniosa com a administração atual e defender os interesses de toda a população, incluindo os eleitores que não votaram nele.

Entre as prioridades mencionadas está o combate ao crime organizado. O candidato afirmou que pretende garantir o direito de ir e vir, recuperar a circulação nas ruas e proteger a liberdade econômica no estado.

Anthony Garotinho (Republicanos) anunciou nesta segunda-feira (5) a desistência do recurso que mantinha no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar permanecer na disputa pelo governo do Rio de Janeiro. Terceiro colocado na votação de domingo (4), ele obteve 274.411 votos, equivalentes a 3,17% dos votos válidos.

A desistência pode alterar o resultado da eleição. Douglas Ruas (PL), que recebeu 49,27% dos votos, passaria a concentrar 50,88% dos votos válidos após a retirada dos votos atribuídos a Garotinho. Com isso, a eleição poderia ser decidida no primeiro turno, sem a necessidade do segundo turno previsto para 25 de outubro.

O segundo candidato mais votado foi Eduardo Paes (PSD), ex-prefeito do Rio de Janeiro, com 42,76%. Durante a apuração, os votos de Garotinho apareceram no sistema do TSE como sub judice.

A equipe do candidato divulgou o Termo de Desistência do Recurso Ordinário Eleitoral, encaminhado ao ministro Floriano de Azevedo Marques, relator do processo no TSE. Em nota, Garotinho afirmou que tomou a decisão de maneira “livre, expressa, consciente e irretratável” e criticou os adversários, declarando-se perseguido.

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) informou que a decisão sobre a nulidade dos votos cabe ao TSE, onde o recurso foi protocolado. O TSE declarou que o processo ainda está em tramitação e que não se manifesta sobre temas ou casos que possam ser ou estejam sendo analisados pela Justiça Eleitoral.

Na antevéspera da eleição, em 2 de outubro, o ministro Floriano de Azevedo Marques havia decidido que os votos dados a Garotinho deveriam ser anulados. O nome do candidato permaneceu na urna porque a decisão anterior do TRE-RJ, que indeferiu seu registro, ocorreu depois do fechamento do sistema da urna eletrônica.

Em setembro, o TRE-RJ considerou Garotinho inelegível após condenação por ato doloso de improbidade administrativa, proferida em 2018. A condenação, no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, envolveu o desvio de R$ 234,4 milhões da Secretaria Estadual de Saúde entre 2005 e 2006, período em que Rosinha Garotinho era governadora.

O tribunal regional também apontou a aplicação da Lei da Ficha Limpa, que prevê inelegibilidade por oito anos em casos de condenação por órgão colegiado por ato doloso de improbidade administrativa com lesão ao patrimônio público e enriquecimento ilícito. Cabe aos tribunais regionais julgar os registros de candidaturas a governador, enquanto o TSE analisa recursos contra essas decisões.

No mesmo pleito, Wladimir Garotinho, filho de Anthony, foi eleito para a Câmara dos Deputados com 81.797 votos. Ele ficou em 29º lugar entre os candidatos a deputado federal. Wladimir foi deputado federal entre 2019 e 2020 e, depois, prefeito de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, entre 2021 e 2026.

O candidato ao governo do Rio de Janeiro Anthony Garotinho (Republicanos) anunciou nesta segunda-feira (5) a desistência do recurso que mantinha no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para continuar na disputa. Terceiro mais votado na eleição de domingo (4), ele obteve 274.411 votos, equivalentes a 3,17% dos votos.

A decisão pode levar à definição da eleição ainda no primeiro turno. Douglas Ruas (PL), que recebeu 49,27% dos votos, passaria a somar 50,88% dos votos válidos com a retirada dos votos atribuídos a Garotinho. O percentual corresponde a 4,27 milhões de votos e representa maioria absoluta.

O segundo colocado foi o ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD), com 42,76% dos votos. Caso o novo cálculo seja confirmado, não haverá segundo turno marcado para 25 de outubro.

A equipe de Garotinho divulgou o Termo de Desistência do Recurso Ordinário Eleitoral, encaminhado ao ministro do TSE Floriano de Azevedo Marques, relator do processo. Em nota, o candidato afirmou que tomou a decisão de forma “livre, expressa, consciente e irretratável” e criticou os adversários, dizendo-se perseguido.

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) informou que cabe ao TSE declarar a nulidade dos votos, já que o recurso de Garotinho foi protocolado naquela corte. Até a publicação da informação, o TSE ainda não havia se manifestado sobre a desistência.

Durante a apuração, os votos de Garotinho apareceram no sistema da Justiça Eleitoral como sub judice. Na antevéspera da eleição, em 2 de outubro, o ministro Floriano de Azevedo Marques havia decidido que os votos destinados ao candidato deveriam ser anulados.

O nome de Garotinho foi mantido na urna eletrônica porque o TRE-RJ indeferiu o registro de candidatura após o fechamento do sistema dos equipamentos. Em setembro, o tribunal regional considerou o político inelegível com base em condenação por ato doloso de improbidade administrativa, decidida em 2018.

A condenação ocorreu no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) em processo relacionado ao desvio de R$ 234,4 milhões da Secretaria Estadual de Saúde entre 2005 e 2006, período em que Rosinha Garotinho, mulher do candidato, era governadora. O TRE-RJ também apontou a aplicação da Lei da Ficha Limpa.

A Justiça Eleitoral esclarece que os tribunais regionais julgam os registros de candidaturas a governador, enquanto o TSE analisa recursos contra essas decisões.

No mesmo pleito, Wladimir Garotinho, filho de Anthony, foi eleito deputado federal com 81.797 votos, ficando em 29º lugar entre os candidatos ao cargo. Ele ocupou uma vaga na Câmara dos Deputados de 2019 a 2020 e deixou o cargo para ser prefeito de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, entre 2021 e 2026.

Os tribunais regionais eleitorais de todo o país realizam neste sábado (3) os últimos procedimentos antes do primeiro turno da eleição. Mais de 560 mil urnas eletrônicas estão sendo transportadas para os locais de votação, onde serão instaladas, preparadas e mantidas sob guarda policial até o início da votação.

Do total, cerca de 499 mil equipamentos serão utilizados pelos eleitores. Outras quase 65 mil urnas ficarão reservadas para substituir aparelhos que apresentem algum problema durante o pleito.

Para realizar a operação, os tribunais contam com o apoio de outras instituições públicas. No Rio de Janeiro, parte dos equipamentos foi transportada em ônibus escolares. Profissionais da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) também foram escalados para auxiliar no deslocamento das urnas.

Nos locais de votação, servidores da Justiça Eleitoral e voluntários convocados organizam as seções, definem os espaços de circulação dos eleitores e afixam materiais informativos.

Antes do início da votação, os tribunais realizam procedimentos destinados a demonstrar que não há votos registrados previamente nos sistemas. Nos estados, foram feitas cerimônias de emissão da zerésima do Sistema de Gerenciamento da Totalização. O documento comprova que o banco de dados responsável pela totalização dos resultados estava sem votos lançados.

Também antes da abertura das seções, os mesários deverão emitir a zerésima de cada urna eletrônica. O procedimento atesta que os equipamentos não possuem votos registrados antes da votação.

Segundo o presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), desembargador Claudio de Mello Tavares, essas etapas oferecem uma demonstração pública e verificável de que os votos serão recebidos, registrados e contabilizados conforme a manifestação dos eleitores.

Os tribunais também sortearam urnas que passarão por auditorias neste domingo. Em uma das verificações, juízes eleitorais conferem, nas próprias seções, se os programas instalados correspondem aos sistemas desenvolvidos, lacrados e assinados digitalmente pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Outra parte dos equipamentos será submetida ao teste de integridade. As urnas sorteadas serão retiradas das seções antes do começo da votação e levadas a locais seguros e acessíveis ao público. No Rio de Janeiro, estão previstos o Tribunal de Justiça e a sede da Fundação Getulio Vargas.

Nesses locais, fiscais serão convidados a registrar votos em cédulas de papel e também nas urnas eletrônicas. Ao final, os resultados dos dois métodos serão comparados. O TRE-RJ informou que a auditoria tem o objetivo de verificar se os equipamentos registram fielmente os votos digitados.

Os tribunais regionais eleitorais de todo o país concluíram neste sábado (3), véspera do primeiro turno da eleição, os últimos procedimentos para a votação. Mais de 560 mil urnas eletrônicas foram transportadas para os locais de votação, onde serão posicionadas, preparadas e mantidas sob guarda policial até o início do pleito.

Do total, cerca de 499 mil equipamentos serão utilizados pelos eleitores. Outras quase 65 mil urnas ficarão reservadas para eventual substituição, caso algum equipamento apresente problema durante a votação.

Para realizar a operação, os tribunais firmaram parcerias com instituições públicas. No Rio de Janeiro, parte das urnas foi transportada em ônibus escolares, com apoio de profissionais da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb). Nos locais de votação, servidores da Justiça Eleitoral e voluntários convocados organizaram as seções, os espaços de circulação e os materiais informativos.

Também foram realizadas cerimônias de emissão da zerésima do Sistema de Gerenciamento da Totalização. O procedimento comprova que não havia votos registrados previamente no banco de dados usado para totalizar os resultados.

Antes do começo da votação, os mesários deverão emitir a zerésima de cada urna eletrônica. O documento atesta que o equipamento também não possui votos registrados antes da abertura da seção. A medida faz parte dos procedimentos destinados a demonstrar que o resultado apurado corresponde aos votos registrados pelos eleitores.

Segundo o presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), desembargador Claudio de Mello Tavares, as etapas realizadas antes da votação constituem uma prova pública e verificável de que os votos serão recebidos, registrados e contabilizados conforme a manifestação dos eleitores.

Os tribunais também sortearam urnas que serão submetidas a auditorias neste domingo (4). Em parte dos equipamentos, juízes eleitorais verificarão, nas próprias seções, se os programas instalados são os mesmos desenvolvidos, lacrados e assinados digitalmente pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Outra parcela das urnas será submetida a testes de integridade. Os equipamentos sorteados serão retirados das seções antes do início da votação e levados a locais seguros e acessíveis à população. No Rio de Janeiro, os testes ocorrerão, entre outros espaços, no Tribunal de Justiça e na sede da Fundação Getulio Vargas.

Nessa auditoria, fiscais serão convidados a registrar votos em cédulas de papel e também nas urnas eletrônicas. Ao final, os resultados dos dois métodos serão comparados. Para o presidente do TRE-RJ, o procedimento permite verificar se a urna registra fielmente os votos digitados.

Os tribunais regionais eleitorais de todo o país realizam neste sábado (3), véspera do primeiro turno das eleições, os últimos procedimentos para preparar os locais de votação. Mais de 560 mil urnas eletrônicas estão sendo transportadas, posicionadas e mantidas sob guarda policial até o início da votação.

Do total de equipamentos, cerca de 499 mil serão utilizados pelos eleitores. Outras quase 65 mil urnas ficarão reservadas para substituir aparelhos que apresentem algum problema durante o pleito.

Por causa do tamanho da operação, os tribunais eleitorais contam com o apoio de outras instituições públicas. No Rio de Janeiro, parte das urnas foi transportada em ônibus escolares. Profissionais da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) também foram escalados para ajudar no deslocamento dos equipamentos.

Nos locais de votação, servidores da Justiça Eleitoral e voluntários convocados organizam os espaços de circulação dos eleitores, preparam as sessões e afixam materiais informativos. As urnas permanecerão sob segurança até a abertura da votação.

Assim como ocorreu no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os tribunais regionais realizaram cerimônias de emissão da zerésima do Sistema de Gerenciamento da Totalização. O procedimento comprova que não havia votos registrados previamente no banco de dados usado para totalizar os resultados.

Antes do início da votação, os mesários também deverão emitir a zerésima de cada urna. O documento atesta que os equipamentos não possuem votos registrados antes da abertura das sessões.

Segundo o presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), desembargador Claudio de Mello Tavares, os procedimentos realizados neste sábado constituem uma verificação pública de que os votos serão recebidos, registrados e contabilizados conforme a manifestação dos eleitores.

Os tribunais também sortearam as urnas que passarão por auditorias neste domingo. Em uma das modalidades, juízes eleitorais verificarão nos próprios locais de votação se os programas instalados correspondem aos sistemas desenvolvidos, lacrados e assinados digitalmente pelo TSE.

Outra parte dos equipamentos sorteados será submetida a uma auditoria de integridade. As urnas serão recolhidas antes do começo da votação e levadas a locais seguros e acessíveis ao público. No Rio de Janeiro, estão previstos o Tribunal de Justiça e a sede da Fundação Getulio Vargas.

Nesses locais, fiscais serão convidados a registrar votos em cédulas de papel e a repetir os mesmos votos na urna eletrônica. Ao final, os resultados dos dois métodos serão comparados para verificar se o equipamento reproduziu fielmente os votos digitados.

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) informou que não enviará avisos pessoais aos eleitores sobre alterações nos locais de votação. O órgão recomendou que o eleitorado consulte antecipadamente o endereço da seção para evitar deslocamentos incorretos nas Eleições 2026.

A consulta pode ser feita no site oficial do TRE-RJ, com o preenchimento do número do CPF ou do Título de Eleitor, da data de nascimento e do nome da mãe. A informação também está disponível no aplicativo e-Título e pelo WhatsApp do tribunal, no número (21) 3436-9000. O serviço de autoatendimento funciona 24 horas.

Segundo o TRE-RJ, foram alterados 277 locais de votação em relação às eleições de 2024. A mudança atinge cerca de 670 mil eleitores fluminenses e foi adotada para retirar seções eleitorais de áreas consideradas de alto risco ou dominadas pelo crime organizado.

De acordo com o tribunal, os novos endereços ficam fora de territórios controlados por facções, tráfico ou milícias, longe de áreas de confronto e o mais próximo possível dos locais originais.

A medida alcança eleitores dos municípios do Rio de Janeiro, Araruama, Bom Jesus do Itabapoana, Cabo Frio, Campos dos Goytacazes, Itaboraí, Itaguaí, Itaperuna, Japeri, Macaé, Nilópolis, Niterói, Nova Iguaçu, Pinheiral, Resende, Rio Bonito, Rio das Ostras, São Gonçalo, São João de Meriti e Volta Redonda.

O TRE-RJ destacou que a lista inclui dez municípios a mais do que a abrangida pelas alterações nas Eleições de 2024. Por causa do volume de mudanças, o tribunal orientou que eleitores dessas 20 cidades e também das demais localidades do estado façam a consulta para verificar se houve alteração em seu endereço de votação.

“Consultar o local de votação é essencial para que o eleitor possa se planejar para exercer da melhor maneira o direito ao voto”, afirmou o presidente do TRE-RJ, desembargador Claudio de Mello Tavares, em nota publicada no site do tribunal.

Nas Eleições 2026, cada eleitor votará em seis candidatos: deputado federal, deputado estadual, duas vagas para o Senado, governador e presidente. O presidente do TRE-RJ também recomendou que os eleitores levem os números dos candidatos anotados em papel.

O celular poderá ser usado para a identificação do eleitor biometrizado por meio do e-Título, mas não poderá ser levado à cabine de votação. O aparelho deverá ser deixado com o mesário e retirado após o voto, conforme a orientação da Justiça Eleitoral.

O governo do estado do Rio de Janeiro montou um quartel-general no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), na Cidade Nova, região central da capital, para monitorar e coordenar as ações de segurança durante o primeiro turno das eleições, neste domingo (4). O acompanhamento começou na manhã deste sábado (3) e seguirá até a noite de domingo.

Integrantes de órgãos de segurança pública dos governos federal e estadual estarão reunidos para acompanhar o desenvolvimento do pleito, com atenção às vias públicas e aos locais de votação. As ações serão coordenadas a partir do Gabinete de Gestão de Crise do CICC, em articulação com o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ).

O centro de monitoramento contará com mais de 50 mil câmeras distribuídas pelo estado. Parte dos equipamentos possui recursos de reconhecimento facial e leitura de placas, permitindo o envio de imagens em tempo real para a central.

De acordo com o governo estadual, o sistema inclui 33.900 câmeras do Sistema 190 Integrado, formado por equipamentos disponibilizados por instituições públicas e privadas, e 15.300 câmeras corporais instaladas nos uniformes de policiais militares. Também serão utilizadas 1.544 câmeras instaladas em viaturas da Polícia Militar.

As decisões relacionadas à segurança serão tomadas em conjunto com o TRE-RJ e representantes das polícias Militar e Civil, do Corpo de Bombeiros, do Gabinete de Segurança Institucional, do Exército, das polícias Federal e Rodoviária Federal, dos Correios e da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

O CICC também terá a presença da cúpula da Polícia Militar e de oficiais dos quatro Comandos de Policiamento de Área (CPA) da região metropolitana, além de representantes do Comando de Policiamento Especializado e do Comando de Polícia de Proximidade.

Segundo o governo do estado, a participação dos comandantes intermediários permitirá acionar com maior agilidade as unidades operacionais em caso de necessidade.

O planejamento foi articulado com o TRE-RJ para garantir a segurança dos eleitores durante a votação. Em cada uma das 165 zonas eleitorais do estado haverá um oficial da Polícia Militar atuando ao lado do juiz eleitoral responsável.

São 49 zonas eleitorais na capital e 116 nos demais municípios. Conforme o governo estadual, o contato permanente entre os oficiais e os juízes permitirá informar antecipadamente o comando das ações de segurança sobre qualquer ocorrência que possa afetar a rotina da votação.