Campeã do Brasileirão Feminino pelo São Paulo no sábado (3), a zagueira Carol Gil foi convocada para defender a seleção brasileira nos amistosos contra a Argentina. A jogadora substituirá Thais Ferreira, do Corinthians, que foi cortada da equipe por causa de um desconforto no joelho esquerdo.

A convocação de Carol Gil foi anunciada pelo técnico Arthur Elias nesta segunda-feira (5). Os dois jogos contra a Argentina estão marcados para os dias 10 e 13 de outubro, em Porto Alegre e Recife, respectivamente.

A primeira partida será disputada no sábado (10), às 16h30, no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre. O segundo confronto ocorrerá na terça-feira (13), às 20h30, na Arena Pernambuco, em Recife.

Boa parte das 28 jogadoras convocadas começou a se apresentar no domingo (4), em Porto Alegre, cidade que receberá o primeiro amistoso. Já estão na concentração Kaylane, Raíssa Bahia, Bia Zaneratto, Tainá Magalhães, Yanne, Marília, Duda Sampaio, Jhonson, Jaque, Tayla e Carlinha.

As demais atletas devem se juntar ao grupo até esta terça-feira (6). A seleção realiza as primeiras atividades nesta segunda e na terça-feira. A partir de quarta (7), os treinamentos serão comandados por Arthur Elias no Sesc Protássio Alves, na capital gaúcha.

As atividades no Sesc Protássio Alves terão a presença da imprensa nos 15 minutos iniciais. O último treino antes do primeiro amistoso está previsto para sexta-feira (9), no Estádio Beira-Rio.

Carol Gil chega à seleção após conquistar o Campeonato Brasileiro Feminino com o São Paulo. A equipe paulista venceu o Corinthians no sábado (3) e garantiu o título nacional pela primeira vez.

O programa Caminhos da Reportagem exibe nesta segunda-feira (5), às 23h, na TV Brasil, a edição “Elas em campo: futebol, paixão e resiliência”, dedicada à trajetória, aos avanços e aos desafios do futebol feminino no Brasil.

A reportagem será exibida menos de um ano antes da primeira Copa do Mundo Feminina realizada na América do Sul. Em junho de 2027, oito cidades brasileiras receberão partidas da competição, que reunirá 32 seleções. Para o programa, a realização do torneio amplia o debate sobre o desenvolvimento da modalidade no país.

A produção mostra as mudanças ocorridas desde a época em que as primeiras jogadoras da seleção brasileira não tinham salários e recebiam apenas ajuda de custo, inclusive nos clubes. Atualmente, o futebol feminino conta com competições nacionais e internacionais, categorias de base e uma cadeia profissional formada por mulheres que atuam dentro e fora dos campos.

Apesar da evolução, a reportagem também aborda a permanência do machismo e do preconceito. Competições femininas de várzea e espaços exclusivos para a formação e o treinamento de meninas ainda são considerados raros e, em muitos casos, dependem de iniciativas pontuais.

O programa relembra ainda que as mulheres foram proibidas por lei de praticar futebol no Brasil entre os anos 1940 e meados da década de 1980. A justificativa usada à época era de que a atividade poderia prejudicar a saúde física feminina. Mesmo após o fim da proibição, atletas continuaram enfrentando resistências dentro das famílias e da sociedade.

Entre as entrevistadas está Márcia Honório, integrante da primeira equipe brasileira a disputar uma Copa do Mundo. Ela relata a emoção de receber a convocação e ouvir o Hino Nacional fora do país. A ex-jogadora também destaca que aquela geração queria mostrar a necessidade de apoio ao futebol feminino.

A reportagem conversa com especialistas, atletas e ex-atletas, gestoras, jogadoras de várzea, empreendedoras, meninas e outras mulheres ligadas à modalidade. A ex-jogadora Formiga, recordista em tempo de atuação e em participações pela seleção brasileira em Copas do Mundo, fala sobre a importância de perceber que outras meninas também enfrentavam dificuldades para jogar futebol.

A jornalista Milly Lacombe aborda a participação coletiva na luta por direitos e pelo fortalecimento do futebol feminino. Já a treinadora de equipes de várzea Lu Leal afirma esperar que as novas gerações tenham oportunidades para alcançar seus objetivos no esporte.

O tema será retomado no próximo mês em outro programa, que tratará das condições e do cenário do futebol feminino como profissão e possibilidade de carreira para jovens mulheres.