Uma auditoria realizada pelo governo do estado do Rio de Janeiro identificou indícios de desvios superiores a R$ 400 milhões na Caixa de Assistência dos Empregados da Cedae, a Cedae Saúde. O levantamento apontou possíveis irregularidades no pagamento por serviços e suspeita de favorecimento de empresas ligadas à antiga direção da entidade.
O relatório será encaminhado ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), que poderá aprofundar a apuração e adotar as medidas judiciais cabíveis. Os dados apresentados na auditoria indicam possíveis irregularidades, que ainda deverão ser investigadas pelos órgãos competentes.
A Cedae Saúde foi criada em 1988 e administra a assistência médica de funcionários ativos, dependentes, aposentados e pensionistas. Ao todo, a entidade atende 17 mil beneficiários.
A apuração começou depois da exoneração do então presidente da Cedae Saúde, Eric Frederik Gualberto, em junho de 2026. Segundo o levantamento, a nova diretoria encontrou arquivos com nomes de fornecedores e registros contábeis apagados, referentes ao período entre dezembro de 2023 e abril de 2026.
Os auditores conseguiram recuperar os dados. A análise dos arquivos apontou indícios de favorecimento de empresas ligadas à antiga administração da entidade.
De acordo com a auditoria, quatro empresas que fazem parte de uma offshore ligada a Eric Frederik Gualberto nas Ilhas Virgens Britânicas receberam R$ 95 milhões durante o período em que ele esteve à frente da Cedae Saúde. A informação integra o relatório que será encaminhado ao MPRJ.
O levantamento também analisou os repasses feitos pela Diretoria Financeira e de Relações com Investidores da antiga gestão da Cedae para custear o funcionamento da Cedae Saúde. A administração atual considerou que os valores transferidos mensalmente eram superiores às necessidades da entidade.
Durante a gestão anterior, o repasse médio era de R$ 20 milhões por mês. Atualmente, segundo os dados apresentados, o valor está em torno de R$ 6 milhões mensais, o que representa uma redução de 70%.
A Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES-PB) vai intensificar as ações de vacinação em todo o estado com estratégias para ampliar a cobertura vacinal e atualizar os esquemas de imunização da população. Uma das principais iniciativas será o Dia D de Multivacinação, marcado para o dia 17 de outubro, com foco na prevenção do sarampo e da meningite.
A mobilização tem como objetivo facilitar o acesso da população às vacinas, completar esquemas vacinais incompletos e fortalecer a proteção contra doenças imunopreveníveis.
A preocupação com o sarampo está relacionada ao cenário epidemiológico registrado em alguns países das Américas e à ocorrência de casos importados no Brasil. De acordo com a SES-PB, foram registrados casos importados nos estados do Amazonas, Rio de Janeiro e São Paulo.
A Paraíba não registra casos confirmados de sarampo desde 2019, mas a Secretaria de Estado da Saúde mantém ações de vigilância e vacinação para evitar a introdução e a circulação do vírus.
Segundo a chefe do Núcleo de Imunização da SES-PB, Márcia Mayara, a manutenção de altas coberturas vacinais é fundamental diante da circulação do vírus.
“É necessário manter uma vigilância ativa e, principalmente, garantir que a população esteja adequadamente vacinada. O sarampo possui elevada capacidade de transmissão e, diante da circulação do vírus em outros países e da ocorrência de casos importados no Brasil, manter altas coberturas vacinais é fundamental para evitar a introdução e a transmissão sustentada da doença”, afirmou.
A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, integra o Calendário Nacional de Vacinação e é disponibilizada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para crianças a partir de 1 ano, adolescentes e adultos de até 59 anos que não tenham sido vacinados.
A campanha também terá como foco a prevenção das meningites, em um período marcado pelo Dia Mundial de Combate à doença.
A SES-PB reforça que a vacinação é uma das principais estratégias de prevenção contra as meningites bacterianas. Entre os imunizantes disponíveis gratuitamente pelo SUS estão as vacinas meningocócica C e meningocócica ACWY, conforme as recomendações do Calendário Nacional de Vacinação.
A meningocócica C integra o calendário de vacinação infantil, enquanto a meningocócica ACWY é indicada para crianças e adolescentes de acordo com as recomendações do calendário nacional.
Também está disponível no SUS a vacina pneumocócica 20-valente (VPC20), que protege contra doenças provocadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae, incluindo formas invasivas, como a meningite pneumocócica.
Outro imunizante importante é a vacina pentavalente, que possui o componente contra Haemophilus influenzae tipo b (Hib), bactéria que pode provocar doenças graves, incluindo meningite, especialmente em crianças.
A BCG também exerce papel importante na prevenção das formas graves da tuberculose, incluindo a meningite tuberculosa.
Os dados apresentados pela Secretaria de Estado da Saúde mostram os seguintes índices de cobertura vacinal na Paraíba:
| Vacina | Cobertura |
|---|---|
| BCG | 95,39% |
| Febre Amarela | 73,30% |
| Hepatite A Infantil | 79,69% |
| Hepatite B até 30 dias | 99,38% |
| Meningocócica Conjugada | 86,96% |
| Pentavalente (DTP/HepB/Hib) | 85,08% |
| Pneumocócica Conjugada | 89,68% |
| Poliomielite | 86,07% |
| Rotavírus | 87,50% |
| Tríplice Viral – 1ª dose | 94,83% |
| Tríplice Viral – 2ª dose | 77,96% |
Segundo a SES-PB, a meta de cobertura para BCG e rotavírus é de 90%, enquanto para as demais vacinas relacionadas na avaliação a meta é de 95%.
Os números reforçam a importância das ações de mobilização para ampliar a cobertura vacinal e atualizar os esquemas de vacinação da população.
O Dia D de Multivacinação será realizado no dia 17 de outubro, com foco na atualização dos esquemas vacinais e na proteção contra o sarampo e a meningite.
A iniciativa faz parte das estratégias da Secretaria de Estado da Saúde para ampliar a vacinação e fortalecer a prevenção de doenças imunopreveníveis na Paraíba.
Investimentos direcionados em ações de saúde podem evitar 739 mil mortes prematuras no Brasil até 2050 e acrescentar mais de R$ 1 trilhão ao Produto Interno Bruto (PIB) do país. A estimativa faz parte do recorte nacional do estudo A saúde das nações: saúde mais forte, economias mais fortes, elaborado pelo McKinsey Health Institute.
O levantamento foi apresentado na terça-feira (6), durante um encontro de jornalistas da América Latina realizado em San José, na Costa Rica. Segundo Brad Herbig, diretor de dados de Saúde do instituto, o aumento dos recursos precisa ser acompanhado pela escolha de medidas comprovadamente eficazes e custo-efetivas, capazes de produzir os melhores resultados com o menor custo possível.
Para elaborar a pesquisa, o instituto analisou cerca de 300 intervenções baseadas em evidências científicas. As medidas estão relacionadas a 90 doenças e 27 fatores de risco, que correspondem a 85% dos principais problemas de saúde da população mundial. Foram consideradas ações de prevenção em nível populacional e individual, além de tratamentos.
Entre as iniciativas avaliadas estão a cobrança de impostos sobre produtos como cigarro, álcool e alimentos ultraprocessados; a proteção de trabalhadores contra poluentes; a vacinação com alta cobertura; exames preventivos realizados em pelo menos 75% do público-alvo; cirurgias no prazo adequado e a incorporação progressiva de medicamentos avançados.
No cenário brasileiro, a adoção dessas medidas poderia elevar em cinco anos a expectativa de vida, chegando a 85 anos. O tempo médio vivido com boa saúde passaria a 76 anos, nove a mais do que a estimativa atual. A pesquisa também calcula que, para cada dólar investido em ações efetivas de saúde no país, US$ 2,10 seriam adicionados ao PIB.
O retorno econômico estaria ligado principalmente ao aumento da produtividade, à redução de mortes entre pessoas mais jovens e à diminuição do adoecimento. O estudo também aponta efeitos sobre a formação das crianças, que teriam mais condições de avançar nos estudos, e sobre os responsáveis que precisam conciliar trabalho e cuidados de saúde.
No Brasil, 59% do impacto total estimado viria de ações de prevenção. A maior parte delas não ocorre diretamente em unidades de saúde, o que amplia a participação de instituições de diferentes áreas. Entre as medidas com maior potencial estão políticas fiscais para reduzir o consumo de álcool, tabaco e ultraprocessados, o controle da pressão arterial e ações de prevenção cardiovascular.
Também foram destacadas estratégias de controle do peso por meio de dieta e exercícios, medicamentos para emagrecimento, tratamento adequado do câncer, oferta de medicamentos psiquiátricos e melhorias em equipamentos e insumos médicos.
Até 2050, a projeção indica redução de 46% nos anos perdidos por doenças respiratórias crônicas e transtornos de saúde mental. A queda estimada é de pelo menos 40% para doenças cardiovasculares e enfermidades relacionadas a deficiências nutricionais. As perdas associadas ao abuso de substâncias podem cair 39%, enquanto as provocadas por diabetes e doenças renais teriam redução de 35%.
Na América Latina, os países investem em média 3,7% do PIB em saúde, contra 7,9% nos países de alta renda. Menos de 5% dos recursos da região são destinados à prevenção, embora essas medidas respondam por 61% das ações capazes de reduzir mortes prematuras e adoecimento.
Investimentos direcionados em ações comprovadamente eficazes de saúde podem evitar 739 mil mortes prematuras no Brasil até 2050, além de acrescentar mais de R$ 1 trilhão ao Produto Interno Bruto (PIB) do país. A estimativa faz parte do recorte nacional do estudo A saúde das nações: saúde mais forte, economias mais fortes, elaborado pelo McKinsey Health Institute.
O levantamento foi apresentado na terça-feira (6), durante um encontro de jornalistas da América Latina realizado em San José, na Costa Rica. Segundo Brad Herbig, diretor de dados de Saúde do instituto, o aumento dos recursos precisa ser acompanhado pela aplicação do dinheiro em medidas com eficácia comprovada e boa relação entre custo e resultado.
Para elaborar a pesquisa, o instituto analisou cerca de 300 intervenções de saúde relacionadas a 90 doenças e 27 fatores de risco. De acordo com o estudo, esse conjunto representa 85% dos principais problemas de saúde que afetam a população mundial. Foram consideradas medidas de prevenção em nível populacional e individual, além de tratamentos.
Entre as ações avaliadas estão a taxação de produtos prejudiciais à saúde, como cigarro e álcool; a proteção de trabalhadores contra poluentes; a vacinação com altas coberturas; exames preventivos para pelo menos 75% do público-alvo; cirurgias realizadas no prazo adequado; e a incorporação progressiva de medicamentos mais avançados.
No cenário brasileiro, a adoção dessas intervenções poderia elevar em cinco anos a expectativa de vida, para 85 anos. O tempo médio vivido com boa saúde também aumentaria: passaria para 76 anos, nove a mais que a estimativa atual.
O estudo calcula ainda que, para cada US$ 1 investido em ações efetivas de saúde no Brasil, US$ 2,1 seriam adicionados ao PIB. O retorno estaria relacionado principalmente ao aumento da produtividade, à redução de mortes entre pessoas mais jovens e à diminuição do adoecimento.
A prevenção responde por 59% do impacto total estimado no país. Entre as medidas com maior potencial estão políticas fiscais para reduzir o consumo de álcool, tabaco e alimentos ultraprocessados, o monitoramento da pressão arterial, o controle do peso por meio de dieta e exercícios e a oferta de medicamentos para emagrecimento.
Na área terapêutica, o tratamento adequado do câncer aparece como a intervenção de maior impacto potencial, seguido pela oferta de medicamentos psiquiátricos e por melhorias em equipamentos e insumos médicos. O relatório também destaca que algumas medidas podem produzir efeitos em curto prazo, como o diagnóstico precoce e o acesso rápido aos tratamentos indicados.
Até 2050, as doenças respiratórias crônicas e os transtornos de saúde mental podem registrar redução de 46% nos anos perdidos por mortes prematuras e incapacidade. A queda estimada é de pelo menos 40% para doenças cardiovasculares e problemas relacionados a deficiências nutricionais. Para perdas associadas ao abuso de substâncias, a redução potencial é de 39%; para diabetes e doenças renais, de 35%.
Na América Latina, os países investem em média 3,7% do PIB em saúde, contra 7,9% nas nações de alta renda. Menos de 5% dos recursos da região são destinados à prevenção, embora essas ações correspondam a 61% das medidas capazes de reduzir mortes prematuras e adoecimento.
O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) realiza nesta quarta-feira (7) uma campanha de doação de sangue em parceria com o Instituto Estadual de Hematologia Arthur de Siqueira Cavalcanti (Hemorio). A ação ocorre das 10h às 15h, na sede do conselho, localizada na Praia de Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro.
A iniciativa acontece após a entrada em vigor, no dia 2 de outubro, de novas regras para a doação de sangue em todo o país. Entre as mudanças está a possibilidade de doadores regulares continuarem doando mesmo depois de completarem 70 anos. Para esse grupo, não há mais uma idade máxima para a doação.
“Sabemos o quanto a doação de sangue é importante para a assistência eficiente dos nossos pacientes. A doação de sangue salva vidas e estamos juntos com o Hemorio nessa causa”, afirmou o presidente do Cremerj, Antônio Braga.
Segundo o Hemorio, cada doação pode beneficiar até quatro pessoas, por meio da produção de hemocomponentes utilizados em diferentes tratamentos. O instituto abastece cerca de 100 unidades em todo o estado e precisa receber aproximadamente 400 doadores por dia.
No ano passado, foram coletadas 96 mil bolsas de sangue. Neste ano, o número chegou a 63,3 mil bolsas até o momento da divulgação da campanha.
As novas regras também diminuíram o período de espera para que pessoas temporariamente impedidas possam voltar a doar. Para quem passou por endoscopia ou usou anabolizantes sem prescrição médica, o prazo caiu de seis para quatro meses.
Em casos de tatuagem, maquiagem definitiva e procedimentos estéticos, como aplicação de botox, preenchimento e microagulhamento, a doação poderá ser feita depois de sete dias quando o procedimento tiver sido realizado em local que siga as normas de segurança. Quando não for possível avaliar essa condição, o prazo será de quatro meses.
Algumas medidas de biossegurança previstas na nova portaria do Ministério da Saúde já eram adotadas pelo Hemorio. Entre elas estão a testagem obrigatória para malária em todo o país, a partir de outubro, e a identificação dos hemocomponentes por código de barras.
Para doar, não é necessário estar em jejum. A orientação é evitar alimentos gordurosos nas quatro horas anteriores e não consumir bebidas alcoólicas nas 12 horas que antecedem a doação. Gestantes, mulheres que estejam amamentando e usuários de drogas não podem doar sangue.
Mais informações estão disponíveis nas redes sociais do Hemorio ou pelo Disque-Sangue, no telefone 0800 282 0708. O atendimento funciona de segunda a sexta-feira, exceto feriados, das 7h às 17h.
A Policlínica Dr. Francisco Pinto, localizada no Centro de Campina Grande, alterou temporariamente o horário de funcionamento após ser alvo de mais um arrombamento e furto de materiais.
A partir desta terça-feira (6), a unidade passa a atender das 7h às 16h, enquanto são realizados reparos na estrutura afetada pela ação criminosa.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, parte da fiação elétrica e cabos de internet foram furtados da unidade. A direção da Policlínica registrou um Boletim de Ocorrência nesta segunda-feira (5).
Equipes responsáveis pelos serviços de manutenção já foram mobilizadas para restabelecer o fornecimento de energia elétrica e de internet no local.
Segundo a Secretaria de Saúde, esta foi a quinta ocorrência registrada na Policlínica Francisco Pinto somente neste ano.
Após casos anteriores, foram adotadas medidas para reforçar a segurança do prédio, como o fechamento de janelas com alvenaria, reorganização dos espaços internos e recuperação de pontos da estrutura que haviam sido danificados.
Desta vez, conforme a Secretaria, os suspeitos conseguiram entrar no imóvel pelo telhado. O acesso teria ocorrido por meio de prédios vizinhos onde funcionaram a Recebedoria de Rendas do Fisco Estadual e o Fórum Afonso Campos, que estão desocupados.
Apesar da alteração temporária no horário de funcionamento, todos os atendimentos da Policlínica Francisco Pinto serão mantidos. A Secretaria informou que trabalha para concluir os reparos e restabelecer integralmente o funcionamento da unidade.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou, nesta terça-feira (6), a fabricação de todos os produtos de limpeza na unidade da Unilever localizada em Vinhedo, no interior de São Paulo. A autorização foi concedida depois de uma nova inspeção sanitária realizada entre 29 de setembro e 1º de outubro.
Segundo a Anvisa, a fiscalização verificou que foram corrigidas as não conformidades identificadas durante uma inspeção anterior, feita em agosto. A avaliação mais recente contou com a participação da própria agência, do Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo e da Vigilância Sanitária do Município de Vinhedo.
A inspeção que apontou os problemas ocorreu entre os dias 24 e 28 de agosto. Na ocasião, foram identificadas falhas relacionadas às Boas Práticas de Fabricação (BPF) na unidade da empresa.
De acordo com a Anvisa, as Boas Práticas de Fabricação reúnem requisitos que devem ser cumpridos pelas empresas para garantir que os processos de produção disponham de sistemas adequados de controle de qualidade. As regras abrangem as condições necessárias para a fabricação regular de produtos sujeitos à fiscalização sanitária.
Após a identificação das falhas, uma resolução determinou preventivamente a suspensão da produção de saneantes na unidade de Vinhedo. Com a nova inspeção e a verificação das correções apontadas, a medida de suspensão deixou de impedir a fabricação dos produtos de limpeza no local.
A liberação anunciada nesta terça-feira abrange todos os produtos de limpeza fabricados na unidade da Unilever em Vinhedo. A Anvisa não informou, no conteúdo divulgado, detalhes sobre os itens produzidos no local nem sobre eventuais impactos comerciais decorrentes da suspensão preventiva aplicada em agosto.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do medicamento Niktimvo, cujo princípio ativo é o axatilimabe, para o tratamento da doença crônica do enxerto contra o hospedeiro. A indicação vale para adultos e pacientes pediátricos com peso igual ou superior a 40 quilos.
De acordo com a agência, o medicamento é destinado a pacientes que não responderam a pelo menos duas linhas anteriores de terapia sistêmica. A doença é uma complicação que pode ocorrer depois de um transplante de medula óssea e costuma surgir, geralmente, após 100 dias do procedimento.
A doença do enxerto contra o hospedeiro ocorre quando os linfócitos T do doador reconhecem os tecidos do receptor como estranhos. Com isso, essas células passam a atacar o organismo da pessoa que recebeu o transplante.
Segundo a Anvisa, a condição está associada a elevada morbidade, comprometimento significativo da qualidade de vida e aumento da mortalidade. A agência também informou que pacientes que não respondem a múltiplas linhas de tratamento têm opções terapêuticas limitadas.
O registro do Niktimvo foi baseado em dados que avaliaram o uso do axatilimabe na dose de 0,3 miligrama por quilo (mg/kg), administrada a cada duas semanas. Conforme a Anvisa, esse esquema apresentou a melhor relação entre benefício e risco.
Nos seis primeiros ciclos de tratamento, o medicamento alcançou taxa de resposta global de 73,8%, de acordo com o comunicado divulgado pela agência.
A doença crônica do enxerto contra o hospedeiro é uma manifestação tardia relacionada ao transplante de medula óssea. O quadro pode afetar os tecidos do receptor após o procedimento, em razão da reação das células do sistema imunológico provenientes do doador.
A aprovação do registro pela Anvisa autoriza a comercialização do medicamento no Brasil para a indicação descrita, conforme os critérios estabelecidos para adultos e pacientes pediátricos com peso a partir de 40 quilos.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a venda e o uso de todos os lotes de insulina produzidos pela empresa Costa Mar Comércio Licitatório. A decisão foi publicada nesta terça-feira (6) no Diário Oficial da União.
Segundo a agência, a empresa distribuiu insulina glargina 3 mL/100 UI sem Autorização de Funcionamento de Empresa (AFE) para essa atividade, em desacordo com a legislação sanitária. A inspeção realizada pela vigilância sanitária de Petrópolis (RJ), no início de setembro, constatou que a empresa não funcionava no endereço cadastrado e não possuía licença sanitária identificada no local.
A Agência Brasil informou ter tentado contato com a Costa Mar Comércio Licitatório Ltda., mas não recebeu resposta até a publicação da informação. O espaço permanece aberto para manifestação da empresa.
A resolução também proibiu a venda, a fabricação, a distribuição, a divulgação, o transporte e o uso de diversos peptídeos sem registro comercializados pelo site peptideospro.com. A determinação vale para pessoas físicas, empresas e veículos de comunicação.
De acordo com a Anvisa, os produtos não têm registro e, por isso, não podem ser disponibilizados no mercado. A agência também proibiu peptídeos sem notificação ou cadastro fabricados por empresa desconhecida e vendidos pelo site peptideosdobrasil.com.br.
Entre os produtos listados na resolução estão BPC157 & TB500 40 mg, da Alluvi Healthcare; NAD+ 1000 mg, da Synedica Labs; Tirzegen 60 mg Tirzepatida, da Oxygen Pharm; Retagen 40 mg Retatrutide, também da Oxygen Pharm; Glow GHK-CU 70 mg, da Alluvi Healthcare; e Retatrutide 40 mg, da Alluvi Healthcare.
Os peptídeos são moléculas produzidas pelo organismo e podem atuar em funções como regulação de processos biológicos, cicatrização e resposta imunológica. Entre os hormônios peptídicos está o GLP-1, relacionado à saciedade e ao controle dos níveis de açúcar no sangue. A tirzepatida e a semaglutida imitam parte da ação desse hormônio e são usadas em tratamentos de diabetes e obesidade.
A Anvisa determinou ainda a suspensão da venda, da distribuição e do uso do lote JNYJ1201 do antibiótico Imaavy, de 300 mg. A Janssen-Cilag Farmacêutica comunicou o recolhimento voluntário do lote após identificar a possibilidade de partículas de vidro no interior dos frascos.
Também foi determinado o recolhimento do lote 0000207107 do medicamento Lizbi, 2 mg/ml, fabricado pela Halex Istar Indústria Farmacêutica S.A. Conforme a resolução, foi confirmado desvio de qualidade relacionado à perda de esterilidade da solução por comprometimento da integridade da embalagem primária. A Agência Brasil informou que procurou a fabricante e aguardava posicionamento.
Organizações da sociedade civil entregaram aos candidatos à Presidência da República e aos governos dos estados propostas de políticas públicas e metas para a proteção de crianças e adolescentes. O material foi elaborado pela Agenda 227, movimento que reúne mais de 520 entidades de diferentes áreas.
Foram produzidos dois documentos: um destinado aos candidatos a presidente e outro voltado às candidaturas aos governos estaduais. As propostas abrangem áreas como educação, saúde, primeira infância, enfrentamento das violências e profissionalização.
Segundo o documento dirigido aos candidatos à Presidência, crianças e adolescentes negros, indígenas, imigrantes, moradores das regiões Norte e Nordeste e residentes em periferias urbanas estão mais expostos à pobreza, à insegurança alimentar, à violência, à baixa oferta de serviços públicos e aos riscos climáticos.
O texto afirma que esse cenário mostra a distância entre a realidade vivida por parte da população de 0 a 17 anos e o princípio constitucional de prioridade absoluta dos direitos de crianças e adolescentes.
A Agenda 227 defende políticas que ampliem o acesso à saúde, à educação e à segurança para todas as crianças e adolescentes do país. O movimento também propõe medidas de enfrentamento ao preconceito relacionado a gênero, cor, origem e classe social.
Na carta destinada aos candidatos aos governos estaduais, as organizações afirmam que avanços na proteção da infância e da adolescência dependem da cooperação entre os entes federativos, da definição de prioridades e do fortalecimento das capacidades institucionais.
O nome do movimento faz referência ao artigo 227 da Constituição Federal. O dispositivo estabelece que é dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem direitos como vida, saúde, alimentação, educação, lazer, profissionalização, cultura, dignidade e respeito, além de protegê-los de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.
Entre as entidades que integram a Agenda 227 estão a Aliança Nacional LGBTI+, a Andi – Comunicação e Direitos, a Childhood Brasil, a Coalizão Brasileira pelo Fim da Violência contra Crianças, a Coalizão pela Socioeducação, a Fundação Itaú, o Geledés – Instituto da Mulher Negra, o Instituto Alana, o Instituto Liberta, a RNPI – Rede Nacional Primeira Infância e a United Way Brasil.