Pessoas com até 24 anos podem receber a vacina contra a meningite nas cidades do Rio de Janeiro, Belford Roxo, Duque de Caxias e Nova Iguaçu. Os quatro municípios foram priorizados pelo risco de transmissão da doença meningocócica. A ação ocorre até 31 de outubro, com a vacina ACWY disponível nas unidades básicas de saúde.

Para se vacinar, é necessário comparecer a uma unidade de saúde de um dos quatro municípios levando um documento de identidade e, se possível, o cartão de vacinação. O Ministério da Saúde enviou 400 mil doses para a campanha.

O imunizante é aplicado em dose única a partir dos 11 anos. Pessoas que já receberam a vacina ACWY não precisam tomar uma nova dose. A estratégia busca alcançar adolescentes e adultos jovens que não foram vacinados na idade recomendada.

Desde 2024, a doença meningocócica apresenta aumento no número de casos no estado do Rio de Janeiro. Segundo dados do Sistema Nacional de Agravos de Notificação (Sinan), foram registrados 70 casos em 2024, 95 em 2025 e 49 até setembro de 2026.

Nos quatro municípios incluídos na ação, há concentração de pessoas que não receberam a vacina no período indicado. A vacina meningocócica passou a integrar o Calendário Nacional de Vacinação dos adolescentes em 2020, inicialmente para jovens de 11 e 12 anos. Posteriormente, a recomendação foi ampliada para a faixa de 11 a 14 anos. Durante a pandemia de covid-19, parte desse público deixou de ser imunizada.

Adolescentes e adultos jovens são os principais portadores da bactéria na garganta e contribuem para a circulação do agente causador da doença. Por isso, a ampliação da vacinação nessa faixa etária é uma medida para reduzir a transmissão e proteger a população.

Desde julho de 2025, a vacina ACWY também é utilizada como reforço aos 12 meses de idade, em substituição à vacina meningocócica C.

A subsecretária de Vigilância Epidemiológica e Atenção Primária à Saúde da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro, Silvia Carvalho, afirmou que as vacinas são seguras e recomendou que o público-alvo procure os postos de saúde para receber o imunizante.

Entre os principais sintomas da meningite estão dor de cabeça, enjoo, vômitos, febre, mal-estar, irritabilidade, convulsões e rigidez na nuca, caracterizada pela dificuldade de dobrar o pescoço e encostar o queixo no peito. Manchas vermelhas ou arroxeadas na pele e sensibilidade à luz também podem ocorrer e exigem atenção imediata.

Em bebês, os sinais podem ser menos evidentes. Irritabilidade, vômitos, dificuldade para se alimentar e ausência de resposta a estímulos podem indicar a doença. Também podem ocorrer abaulamento da moleira e reflexos anormais.

Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associados ao rinovírus, ao metapneumovírus e ao Sars-CoV-2 apresentam tendência de aumento no Brasil, segundo o boletim semanal InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta quinta-feira (8). Apesar da alta nos indicadores relacionados aos vírus respiratórios, os novos casos semanais de SRAG por covid-19 permanecem baixos no país.

Os pesquisadores recomendam que a população prioritária verifique se está com a vacinação contra a covid-19 em dia. Para as gestantes, o boletim reforça também a importância da imunização contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR).

Na análise nacional, o levantamento identificou um leve sinal de retomada no crescimento dos casos de SRAG entre crianças e adolescentes de 2 a 14 anos. Nas demais faixas etárias, os registros permanecem estabilizados.

O boletim indica que os casos de SRAG provocados pelo VSR e pela influenza B estão em queda. As hospitalizações relacionadas à influenza A, por sua vez, permanecem estáveis e em níveis baixos de incidência.

Entre os estados, Alagoas, Roraima e Sergipe registraram incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco nas duas semanas anteriores à divulgação do boletim. As três unidades também apresentam indícios de crescimento na tendência observada nas últimas seis semanas.

O aumento nesses estados ocorre principalmente entre crianças e adolescentes. Em Alagoas e Sergipe, a elevação está associada ao metapneumovírus. Em Roraima, ainda não há dados suficientes para identificar o vírus responsável pelo crescimento dos casos.

Outros cinco estados — Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Santa Catarina — também apresentaram incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco. Nesses locais, porém, não foi identificado sinal de crescimento na tendência de longo prazo.

Entre as capitais, Aracaju, Porto Alegre, Rio Branco, São Luís e Vitória apresentaram nível de atividade de SRAG classificado como de alerta, risco ou alto risco nas duas semanas analisadas. Ao todo, o país tem 27 capitais.

O InfoGripe também aponta que a incidência e a mortalidade semanal média, consideradas as últimas oito semanas epidemiológicas, mantêm o padrão de maior impacto nos extremos das faixas etárias. A incidência de SRAG é mais elevada entre crianças de até 2 anos, enquanto a mortalidade atinge principalmente a população com 65 anos ou mais.

Quase metade dos municípios brasileiros apresentou índices de alerta ou risco para a presença do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika. O resultado faz parte do segundo ciclo do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), divulgado pelo Ministério da Saúde na quarta-feira (7).

Dos 3.732 municípios que encaminharam informações ao governo federal, 49,2% registraram indicadores compatíveis com alerta ou risco de infestação. O levantamento foi realizado entre maio e agosto e serve para orientar estados e prefeituras na definição de ações de prevenção e controle das arboviroses.

Apesar dos índices de infestação, os registros de infecções apresentaram melhora em relação ao ano anterior. Até 26 de setembro, o Brasil contabilizou 470,5 mil casos prováveis de dengue em 2026, aproximadamente 70% a menos que os 1,5 milhão registrados no mesmo período de 2025.

Também houve redução nos casos prováveis de chikungunya e zika. Os registros de chikungunya caíram 43%, de 118.885 casos em 2025 para 67,9 mil entre janeiro e setembro deste ano. Já os casos de zika passaram de 3.724 para 2.141, uma redução de 35%.

Os dados do LIRAa mostram ainda os principais locais de criação do mosquito. Vasos e pratos de plantas, garrafas e pequenos recipientes de uso cotidiano concentraram 42,3% dos focos. Reservatórios de água, como caixas-d’água, tonéis e cisternas, responderam por 26,1%. Pneus, lixo e resíduos sólidos, incluindo latas, garrafas PET e entulho, representaram 23%.

A predominância dos criadouros varia conforme a região. No Norte, os focos aparecem principalmente em pneus e lixo. No Nordeste, destacam-se caixas-d’água e outros reservatórios usados para armazenar água. No Sudeste, Sul e Centro-Oeste, são mais comuns os recipientes domésticos, vasos, pratos de plantas e garrafas.

O Ministério da Saúde informou que estados, municípios e a população devem antecipar medidas de prevenção para reduzir o risco de transmissão no próximo verão. Entre os fatores considerados está o avanço do El Niño, fenômeno climático que altera padrões de chuva e temperatura.

Entre as ações previstas estão a formação de mais de 300 mil Agentes Comunitários de Saúde até o fim do ano, o trabalho dos Agentes de Combate às Endemias, o uso de ovitrampas e a aplicação de tecnologias como a Borrifação Residual Intradomiciliar, as Estações Disseminadoras de Larvicida e o método Wolbachia.

O governo também reforça a necessidade de participação dos moradores. A orientação é manter caixas-d’água, tonéis e cisternas tampados, guardar garrafas e baldes virados para baixo, limpar calhas e ralos, descartar corretamente pneus, latas, plásticos e entulhos e eliminar a água acumulada em vasos e pratos de plantas.

Quase metade dos municípios brasileiros apresentou situação de alerta ou risco para a presença do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika. O resultado faz parte do segundo ciclo do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), realizado entre maio e agosto e divulgado pelo Ministério da Saúde na quarta-feira (7).

Dos 3.732 municípios que encaminharam informações ao governo federal, 49,2% registraram índices que indicam alerta ou risco de infestação. Os dados servem para orientar estados e prefeituras na definição de medidas de prevenção e controle das arboviroses, doenças virais transmitidas pela picada do mosquito.

Apesar do cenário de infestação apontado pelo levantamento, o número de infecções apresentou redução em relação ao ano anterior. Até 26 de setembro, o Brasil contabilizou 470,5 mil casos prováveis de dengue em 2026, aproximadamente 70% menos que os 1,5 milhão registrados no mesmo período de 2025.

Também houve queda nos casos prováveis de chikungunya e zika. Os registros de chikungunya passaram de 118.885, em 2025, para 67,9 mil entre janeiro e setembro deste ano, uma redução de 43%. No caso da zika, o total caiu de 3.724 para 2.141 casos, diminuição de 35%.

O LIRAa identificou os principais locais usados como criadouros pelo mosquito. Vasos e pratos de plantas, garrafas e pequenos recipientes do cotidiano concentraram 42,3% dos focos. Reservatórios de água, como caixas-d’água, tonéis e cisternas, responderam por 26,1%. Pneus, lixo e outros resíduos sólidos, incluindo latas, garrafas PET e entulho, representaram 23%.

A distribuição dos criadouros varia entre as regiões. No Norte, predominam pneus e lixo. No Nordeste, os principais focos estão em caixas-d’água e reservatórios usados para armazenar água. Já no Sudeste, Sul e Centro-Oeste, a maior presença ocorre em vasos, pratos de plantas, garrafas e recipientes domésticos.

Entre as medidas anunciadas pelo Ministério da Saúde estão a formação de mais de 300 mil Agentes Comunitários de Saúde até o fim do ano, o trabalho dos Agentes de Combate às Endemias, o uso de ovitrampas para mapear áreas críticas e a aplicação da Borrifação Residual Intradomiciliar em locais como escolas, unidades de saúde e espaços de grande circulação.

A pasta também citou as Estações Disseminadoras de Larvicida e o método Wolbachia, que utiliza uma bactéria para impedir a transmissão dos vírus pelo mosquito. As ações foram antecipadas com o objetivo de reduzir o risco de transmissão no próximo verão, período de maior calor, em meio ao avanço do fenômeno El Niño.

O Ministério da Saúde orienta os moradores a vistoriar regularmente as casas e áreas externas, manter caixas-d’água, tonéis e cisternas tampados, guardar garrafas e baldes virados para baixo, limpar calhas e ralos, dar destino correto a pneus, latas, plásticos e entulhos e eliminar a água acumulada em vasos e pratos de plantas.

Investimentos direcionados em ações de saúde podem evitar 739 mil mortes prematuras no Brasil até 2050 e acrescentar mais de R$ 1 trilhão ao Produto Interno Bruto (PIB) do país. A estimativa faz parte do recorte nacional do estudo A saúde das nações: saúde mais forte, economias mais fortes, elaborado pelo McKinsey Health Institute.

O levantamento foi apresentado na terça-feira (6), durante um encontro de jornalistas da América Latina realizado em San José, na Costa Rica. Segundo Brad Herbig, diretor de dados de Saúde do instituto, o aumento dos recursos precisa ser acompanhado pela escolha de medidas comprovadamente eficazes e custo-efetivas, capazes de produzir os melhores resultados com o menor custo possível.

Para elaborar a pesquisa, o instituto analisou cerca de 300 intervenções baseadas em evidências científicas. As medidas estão relacionadas a 90 doenças e 27 fatores de risco, que correspondem a 85% dos principais problemas de saúde da população mundial. Foram consideradas ações de prevenção em nível populacional e individual, além de tratamentos.

Entre as iniciativas avaliadas estão a cobrança de impostos sobre produtos como cigarro, álcool e alimentos ultraprocessados; a proteção de trabalhadores contra poluentes; a vacinação com alta cobertura; exames preventivos realizados em pelo menos 75% do público-alvo; cirurgias no prazo adequado e a incorporação progressiva de medicamentos avançados.

No cenário brasileiro, a adoção dessas medidas poderia elevar em cinco anos a expectativa de vida, chegando a 85 anos. O tempo médio vivido com boa saúde passaria a 76 anos, nove a mais do que a estimativa atual. A pesquisa também calcula que, para cada dólar investido em ações efetivas de saúde no país, US$ 2,10 seriam adicionados ao PIB.

O retorno econômico estaria ligado principalmente ao aumento da produtividade, à redução de mortes entre pessoas mais jovens e à diminuição do adoecimento. O estudo também aponta efeitos sobre a formação das crianças, que teriam mais condições de avançar nos estudos, e sobre os responsáveis que precisam conciliar trabalho e cuidados de saúde.

No Brasil, 59% do impacto total estimado viria de ações de prevenção. A maior parte delas não ocorre diretamente em unidades de saúde, o que amplia a participação de instituições de diferentes áreas. Entre as medidas com maior potencial estão políticas fiscais para reduzir o consumo de álcool, tabaco e ultraprocessados, o controle da pressão arterial e ações de prevenção cardiovascular.

Também foram destacadas estratégias de controle do peso por meio de dieta e exercícios, medicamentos para emagrecimento, tratamento adequado do câncer, oferta de medicamentos psiquiátricos e melhorias em equipamentos e insumos médicos.

Até 2050, a projeção indica redução de 46% nos anos perdidos por doenças respiratórias crônicas e transtornos de saúde mental. A queda estimada é de pelo menos 40% para doenças cardiovasculares e enfermidades relacionadas a deficiências nutricionais. As perdas associadas ao abuso de substâncias podem cair 39%, enquanto as provocadas por diabetes e doenças renais teriam redução de 35%.

Na América Latina, os países investem em média 3,7% do PIB em saúde, contra 7,9% nos países de alta renda. Menos de 5% dos recursos da região são destinados à prevenção, embora essas medidas respondam por 61% das ações capazes de reduzir mortes prematuras e adoecimento.

O Ministério da Saúde reforçou o monitoramento do risco de sarampo no Brasil diante do aumento de casos nos Estados Unidos e em outros países das Américas. Segundo a pasta, os Estados Unidos registram o maior número anual de casos da doença em mais de 35 anos, e mais de 90% dos infectados não foram vacinados ou têm situação vacinal desconhecida.

De acordo com dados da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), Estados Unidos, Guatemala, México, Peru e Canadá concentram mais de 95% dos casos confirmados de sarampo nas Américas ao longo de 2026.

No Brasil, foram registrados 52 casos importados até 5 de outubro. São 41 casos em São Paulo, 10 no Amazonas e um no Rio de Janeiro. Apesar das ocorrências, o país continua classificado como livre da circulação endêmica do sarampo.

Para evitar a transmissão, equipes de saúde realizam busca ativa, investigação epidemiológica, monitoramento de contatos e bloqueio vacinal. A vacinação também foi intensificada em espaços públicos e locais de grande circulação nas áreas com registros da doença.

Ao longo de 2026, foram promovidas quatro grandes mobilizações de vacinação contra o sarampo. Mais de 3,8 milhões de doses foram aplicadas em São Paulo e cerca de 192 mil no Amazonas.

Em São Paulo, as ações foram reforçadas na capital e nos municípios de Guarulhos, São Bernardo do Campo e Santo André. A estratégia inclui busca ativa, investigação de casos, acompanhamento de contatos e bloqueio vacinal.

Também está sendo utilizada a chamada dose zero para crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias. A aplicação é adicional às doses previstas no calendário de rotina, administradas aos 12 e aos 15 meses de idade.

Na região de tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru, a resposta foi ampliada após a confirmação de casos importados. As medidas envolvem vacinação, busca ativa, investigação de suspeitas, coleta de amostras, identificação e acompanhamento de contatos e bloqueio vacinal, com apoio de equipes federais.

O Brasil perdeu, em 2019, a certificação de eliminação do sarampo após registrar mais de 20 mil casos e manter mais de 12 meses de transmissão. Em novembro de 2024, a Opas voltou a certificar o país como livre da circulação endêmica do vírus, depois da interrupção da transmissão sustentada.

Entre 2023 e 2025, foram confirmados 85 casos de sarampo no Brasil, sem registro de mortes. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), desde 2023 houve aumento na cobertura das 16 vacinas do calendário infantil, enquanto o número de crianças não vacinadas caiu 86%.

Em 2025, a cobertura da primeira dose da vacina tríplice viral chegou a 93,10% no país. O índice foi de 94,39% em São Paulo e de 89,54% no Amazonas. A vacina, que também protege contra caxumba e rubéola, está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS). Pessoas com doses atrasadas devem procurar uma unidade de saúde para atualizar a caderneta conforme as recomendações do Programa Nacional de Imunizações.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou nesta quarta-feira (7) o primeiro guia global para enfrentar a obesidade em crianças e adolescentes. Segundo a entidade, a prevalência da doença nessa faixa etária quadruplicou desde 1990, passando de 2% para 8%.

Dados da agência das Nações Unidas indicam que, em 2024, 170 milhões de crianças e adolescentes de 5 a 19 anos tinham obesidade. Desse total, 70 milhões estavam na faixa de 5 a 9 anos e 100 milhões tinham entre 10 e 19 anos.

No documento, a OMS classifica a obesidade como uma doença crônica e recorrente. As consequências podem aparecer ainda na infância e elevar o risco de doenças não transmissíveis, como diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares.

A organização também alerta para os impactos sociais e emocionais da condição. Crianças e adolescentes com obesidade podem enfrentar estigma, discriminação e bullying, fatores que afetam a saúde mental, a educação, o bem-estar social e a qualidade de vida.

Para crianças e adolescentes com obesidade, a OMS recomenda intervenções estruturadas que combinem alimentação, atividade física e mudança de comportamento. Essas medidas podem ser aplicadas individualmente ou como parte de programas que reúnam diferentes estratégias de cuidado.

Intervenções de saúde digital são recomendadas de forma condicional e devem contar com a supervisão de pais ou responsáveis. Para crianças de até 9 anos, a entidade não recomenda tratamentos farmacológicos, cirurgia bariátrica ou dispositivos voltados à perda de peso.

Entre adolescentes de 10 a 19 anos, medicamentos aprovados, como as chamadas canetas emagrecedoras, podem ser considerados somente quando um programa supervisionado de mudança de estilo de vida não apresentar os resultados esperados. A cirurgia bariátrica também pode ser avaliada em adolescentes com obesidade grave, desde que sejam cumpridas condições rigorosas.

Embora a saúde mental não seja o foco principal do guia, a OMS afirma que ela deve ser tratada junto com a obesidade. Ansiedade, depressão, baixa autoestima e desregulação emocional podem contribuir para hábitos alimentares inadequados, sedentarismo e isolamento social.

A entidade orienta que os profissionais de saúde abordem precocemente a obesidade e as questões de saúde mental, de maneira conjunta e adequada ao estágio de desenvolvimento de cada paciente. A recomendação também prevê a participação da família e o uso de estratégias inclusivas.

Para a OMS, o tratamento individual não é suficiente para conter o avanço da obesidade. A organização defende políticas públicas que tornem a alimentação saudável e a atividade física mais acessíveis e financeiramente viáveis, além de medidas nas áreas de educação, planejamento urbano, transporte e proteção social.

O Ministério da Saúde reforçou as ações de vigilância e vacinação contra o sarampo diante do aumento de casos nos Estados Unidos e em outros países das Américas. Segundo a pasta, os Estados Unidos registram o maior número anual de casos da doença em mais de 35 anos, e mais de 90% dos infectados não foram vacinados ou têm situação vacinal desconhecida.

De acordo com dados da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), Estados Unidos, Guatemala, México, Peru e Canadá concentram mais de 95% dos casos confirmados de sarampo nas Américas ao longo de 2026.

No Brasil, foram registrados 52 casos importados até 5 de outubro. São 41 casos em São Paulo, 10 no Amazonas e um no Rio de Janeiro. O Ministério da Saúde informou que equipes realizam busca ativa, investigação epidemiológica, monitoramento de contatos e bloqueio vacinal nas áreas com registros.

A vacinação também foi intensificada em espaços públicos e locais de grande circulação. Apesar da confirmação de casos importados, o Brasil permanece classificado como livre da circulação endêmica do sarampo.

O país perdeu a certificação de eliminação do vírus em 2019, após registrar mais de 20 mil casos e manter transmissão por mais de 12 meses. Em novembro de 2024, a Opas voltou a certificar o Brasil como livre da circulação endêmica da doença, depois da interrupção da transmissão sustentada.

Entre 2023 e 2025, foram confirmados 85 casos de sarampo no país, sem registro de mortes. Desde 2023, a cobertura das 16 vacinas que integram o calendário infantil aumentou, enquanto o número de crianças não vacinadas caiu 86%, conforme dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

Em 2025, a cobertura da primeira dose da vacina tríplice viral alcançou 93,10% no Brasil. O índice foi de 94,39% em São Paulo e de 89,54% no Amazonas. A vacina protege contra sarampo, caxumba e rubéola e está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS).

O Ministério da Saúde orienta que pessoas com doses atrasadas procurem uma unidade de saúde para atualizar a caderneta, conforme as recomendações do Programa Nacional de Imunizações. A pasta afirma que a manutenção de coberturas elevadas e a vigilância ativa são medidas para evitar que casos importados provoquem a retomada da circulação sustentada do vírus.

Em 2026, foram realizadas quatro grandes mobilizações de vacinação contra o sarampo. Mais de 3,8 milhões de doses foram aplicadas em São Paulo e cerca de 192 mil no Amazonas. Na capital paulista, em Guarulhos, São Bernardo do Campo e Santo André, as ações incluíram busca ativa, investigação de casos, acompanhamento de contatos e bloqueio vacinal.

A estratégia prevê ainda a chamada dose zero para crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias. Essa dose é adicional às doses de rotina, previstas para os 12 e os 15 meses. Na região de tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru, equipes intensificaram a vacinação, a investigação de casos suspeitos, a coleta de amostras e o acompanhamento de contatos após a confirmação de casos importados.

O Ministério da Saúde do Quênia confirmou nesta terça-feira (6) o primeiro caso de ebola registrado no país. O paciente, um homem de nacionalidade queniana que morava na República Democrática do Congo havia sete anos, morreu na noite de segunda-feira (5), após receber tratamento médico em Nairóbi, capital queniana.

O governo considera o caso importado, porque o homem esteve na República Democrática do Congo, onde enfrenta um surto da doença. Segundo o ministério, os primeiros sinais de adoecimento surgiram há cerca de um mês, quando ele ainda estava no país vizinho. Nesse período, o paciente passou por atendimento em diferentes hospitais.

O homem chegou a Nairóbi no último dia 3 e procurou atendimento médico novamente. Ele foi isolado após apresentar sintomas como febre, calafrios, fadiga intensa, fraqueza, dores musculares, dor de garganta, sangramento subcutâneo e sangramento em locais de acesso venoso.

De acordo com o Ministério da Saúde do Quênia, a equipe médica considerou a possibilidade de febre hemorrágica viral por causa do quadro clínico e do histórico de viagem à República Democrática do Congo. Uma amostra foi coletada e apresentou resultado positivo para ebola em dois exames: no Laboratório Nacional de Referência em Virologia e no laboratório do Instituto de Pesquisa Médica do Quênia.

O paciente recebeu tratamento de suporte, mas morreu na noite de segunda-feira. O ministério informou que estavam sendo preparados os procedimentos para um sepultamento seguro e digno, conforme os protocolos aplicáveis a casos de ebola.

As autoridades quenianas identificaram pelo menos 28 pessoas que tiveram contato com o paciente. Entre elas estão familiares e profissionais de saúde envolvidos nos primeiros atendimentos. O governo também tenta localizar 23 passageiros e quatro tripulantes que viajaram no mesmo voo que o homem.

O Ministério da Saúde informou que medidas de quarentena estavam sendo adotadas para pessoas consideradas em situação de risco. A Organização Mundial da Saúde (OMS) foi comunicada sobre o caso, em cumprimento ao Regulamento Sanitário Internacional.

Desde o início do surto de ebola na República Democrática do Congo, em maio, o Quênia informou ter examinado 652.584 viajantes. Ao todo, 267 amostras foram analisadas em cinco laboratórios habilitados para o rastreamento da doença no país. Até a confirmação divulgada nesta terça-feira, apenas a amostra do paciente havia apresentado resultado positivo.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a venda e o uso de todos os lotes de insulina produzidos pela empresa Costa Mar Comércio Licitatório Ltda. A decisão foi publicada nesta terça-feira (6) no Diário Oficial da União e inclui a suspensão da distribuição do produto insulina glargina 3 mL/100 UI.

Segundo a agência, a empresa distribuiu o medicamento sem Autorização de Funcionamento de Empresa (AFE) para essa atividade, em desacordo com a legislação sanitária. Uma inspeção realizada pela Vigilância Sanitária de Petrópolis (RJ), no início de setembro, constatou que a empresa não funcionava no endereço cadastrado e não tinha licença sanitária identificada no local.

A Agência Brasil tentou contato com a Costa Mar Comércio Licitatório, mas não recebeu resposta até a publicação da informação. O espaço permanece aberto para manifestação.

A resolução também proibiu a venda, a fabricação, a distribuição, a divulgação, o transporte e o uso de peptídeos sem registro, notificação ou cadastro na Anvisa. Entre os produtos está uma marca de tirzepatida comercializada pelo site peptideospro.com. A medida vale para pessoas físicas, empresas e veículos de comunicação.

A agência determinou ainda a apreensão de produtos vendidos no site peptideosdobrasil.com.br e fabricados por uma empresa não identificada. A lista inclui BPC157 & TB500 40 mg, da Alluvi Healthcare; NAD+ 1000 mg, da Synedica Labs; Tirzegen 60 mg Tirzepatida, da Oxygen Pharm; Retagen 40 mg Retatrutide, também da Oxygen Pharm; Glow GHK-CU 70 mg, da Alluvi Healthcare; e Retatrutide 40 mg, da Alluvi Healthcare.

A Anvisa explicou que tirzepatida e semaglutida são substâncias que imitam a ação do GLP-1, hormônio produzido naturalmente pelo organismo e relacionado à saciedade e ao controle dos níveis de açúcar no sangue. Produtos sem registro não podem ser comercializados ou utilizados.

Também foi suspensa a venda, a distribuição e o uso do lote JNYJ1201 do antibiótico Imaavy, de 300 mg, após a Johnson & Johnson informar um recolhimento voluntário. Existe a possibilidade de presença de partículas de vidro no interior dos frascos. A empresa afirmou que identificou um único frasco fora dos padrões de fabricação e adotou a medida como precaução.

De acordo com a Johnson & Johnson, a probabilidade de o problema afetar outros frascos é remota e não há impacto no fornecimento ou na disponibilidade do medicamento para os pacientes.

A resolução determinou ainda o recolhimento do lote 0000207107 do medicamento Lizbi, 2 mg/ml, fabricado pela Halex Istar Indústria Farmacêutica S.A. A Anvisa informou ter confirmado perda de esterilidade da solução devido ao comprometimento da integridade da embalagem primária. A empresa foi procurada e ainda não havia apresentado posicionamento até a publicação.