O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, afirmou nesta sexta-feira (9) que o Brasil não será governado por sócios do Banco Master nem por parentes do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A declaração foi feita durante um ato de campanha para o segundo turno das eleições, em Ceilândia, região administrativa do Distrito Federal localizada a cerca de 30 quilômetros do centro de Brasília.

Durante o discurso, Lula também voltou a defender a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1. A proposta, em discussão no Senado Federal, estabelece a redução da jornada para cinco dias de trabalho e dois dias de descanso.

“Essa é a passeata que quer reduzir a jornada de trabalho, para as pessoas trabalharem cinco dias e descansarem dois. Fim da escala 6×1”, disse o presidente.

Ao confirmar participação em um novo ato de campanha neste sábado (10), em Natal, Lula afirmou que pretende ampliar a presença em debates na televisão e na internet. Em tom descontraído, declarou: “Agora, estou virando rei da selfie!”.

Na sequência, o candidato fez críticas ao fascismo e mencionou a condução da pandemia de covid-19. “Podem ficar certos de que esse país não voltará a ser governado pelo fascismo. Não voltará a ser governado por aqueles assassinos de milhares de pessoas com covid-19”, afirmou.

Foi nesse contexto que Lula citou o Banco Master e Daniel Vorcaro. “Esse país não será governado pelos sócios do Banco Master, pelos parentes do [ex-banqueiro Daniel] Vorcaro”, disse.

O presidente participou do evento acompanhado da primeira-dama, Janja Lula da Silva, do candidato do PT ao governo do Distrito Federal, Leandro Grass, e da candidata a vice na chapa, Dora Gomes.

Durante o ato, Lula também defendeu a soberania nacional. Ele disse estar ao lado de pessoas que, segundo suas palavras, “amam a bandeira verde e amarela do Brasil”. Em oposição, afirmou que seus adversários seriam ligados à bandeira dos Estados Unidos e a interesses de exploração das riquezas brasileiras.

“Essa [bandeira verde e amarela] é a bandeira daqueles que querem o Brasil soberano. Do lado de lá estão aqueles que querem que os americanos venham explorar as nossas riquezas aqui. Nós queremos dizer em alto e bom som: o Brasil e a riqueza do Brasil são do povo brasileiro”, declarou.

O candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quinta-feira (8), que há possibilidade de aprovação, no Senado, da proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1. Em pronunciamento à imprensa, realizado no fim da tarde, ele defendeu uma jornada de cinco dias de trabalho e dois dias de descanso por semana, sem redução de salário.

“Quero dizer para o povo brasileiro que vamos conseguir aprovar uma lei que garanta ao trabalhador o direito de ficar dois dias em casa e trabalhar cinco dias. Esse é o nosso compromisso, sem redução de salário”, declarou.

Lula passou o dia reunido com a coordenação de campanha, em Brasília. No Senado, o Plenário realizou a terceira sessão de discussão da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do fim da escala 6×1. Ainda são necessárias mais duas sessões de discussão antes da votação do texto.

Durante o pronunciamento, o candidato também criticou a proposta de seu adversário, Flávio Bolsonaro (PL), de reduzir despesas e investimentos públicos. Lula citou cortes que, segundo ele, foram encontrados ao assumir o terceiro mandato na Presidência da República, incluindo uma redução de 59% no programa Farmácia Popular e de 50% no Mais Médicos.

“Eles estão dizendo que vão fazer corte. No Brasil, toda vez que um governo diz que vai fazer corte, teto de gastos e ajuste fiscal, eles fazem essa proposta para tirar do pobre. Aumentar o salário mínimo para além da inflação para os aposentados não está na cogitação de nenhum governo conservador neste país”, afirmou.

Lula defendeu a manutenção de investimentos em infraestrutura como estratégia para estimular o crescimento econômico e reduzir a dívida pública. Ele citou obras e empreendimentos como ferrovias, hidrelétricas e rodovias.

“A única chance de a gente fazer com que a dívida diminua é gastar em coisas necessárias para o país, fazer investimentos em ativos que signifiquem aumento de patrimônio. Uma ferrovia, uma hidrelétrica, uma rodovia. E, ao mesmo tempo, fazer a economia crescer com investimento e obra de infraestrutura. E isso nós sabemos fazer”, disse.

O candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, esteve em Goiânia nesta terça-feira (6) e acertou o apoio do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, à sua campanha no segundo turno. Em Brasília, o candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou de reuniões com a coordenação de campanha e defendeu o fim da escala de trabalho 6×1 e a redução da jornada máxima semanal de 44 para 40 horas.

Caiado foi adversário de Flávio Bolsonaro no primeiro turno da eleição presidencial e terminou a etapa em quinto lugar, com 2,18% dos votos válidos. O apoio foi formalizado durante a passagem do candidato do PL pela capital goiana.

Após o encontro, Flávio discursou e afirmou que pretende aproveitar a eleição de parlamentares de direita para promover mudanças na Constituição. Segundo ele, sua avaliação considera a composição prevista para o Senado e a Câmara dos Deputados.

“O Brasil me deu um Congresso muito mais à direita do já é hoje. Com maioria no Senado para fazer o presidente do Senado, com maioria na Câmara para fazer o presidente da Câmara. Para a gente mudar a Constituição”, disse o candidato.

Flávio Bolsonaro também declarou que é “um empecilho para o Brasil virar uma Venezuela”.

Em Brasília, Lula passou o dia reunido com integrantes da coordenação de campanha. No início da noite, em uma rápida declaração à imprensa, comentou a possibilidade de votação no Senado da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do fim da escala 6×1 e da redução da jornada semanal.

O candidato petista afirmou estar confiante na aprovação da proposta e disse que a mudança atende a uma demanda da sociedade. “É um desejo muito grande da sociedade brasileira, é preciso dar civilidade ao mundo do trabalho”, declarou.

Lula também questionou se Flávio Bolsonaro, que atualmente é senador, orientará a bancada de seu partido a votar contra a medida. “Na hora que o Senado começar a votar, a máscara vai começar a cair. A gente vai ver quem quer que o povo tenha uma vida mais digna, que descanse mais, que possa cuidar da família, ou se vai estabelecer essa jornada em que as pessoas só tem um dia para descansar”, afirmou.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, anunciou nesta terça-feira (6) o calendário de tramitação e votação da PEC. Ele informou que será cumprido o rito regimental, que prevê cinco sessões deliberativas antes da análise da matéria em primeiro turno.

Com isso, estão previstos cinco dias de debates ao longo desta e da próxima semana. A votação da proposta poderá ocorrer em 15 de outubro.

As eleições de 2026 definiram os 54 senadores que ocuparão as vagas em disputa no Senado Federal a partir de 2027. O PL foi o partido que mais elegeu representantes, com 19 cadeiras. MDB e PT aparecem na sequência, com sete e seis eleitos, respectivamente.

Também elegeram senadores o PP, o PSB, o União Brasil e o Novo, com três vagas cada. Republicanos, PSD, PSDB e Podemos conquistaram duas cadeiras cada, enquanto Rede e PDT elegeram um representante.

Com os resultados e a manutenção dos 27 senadores eleitos em 2022, o PL passará a ter a maior bancada da Casa, com 28 integrantes. O PT ficará com nove senadores em exercício, e o MDB, com oito. PP e Republicanos terão seis cadeiras cada. PSD e União Brasil contarão com cinco integrantes, enquanto o PSB terá quatro.

O PL conquistou as duas vagas em disputa no Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Rondônia e Santa Catarina. O partido também elegeu representantes no Acre, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Roraima, São Paulo e Tocantins.

O MDB venceu no Amazonas, Pará, Paraíba, Piauí, Roraima, Sergipe e Tocantins. Já o PT conquistou as duas cadeiras da Bahia e elegeu um senador em Minas Gerais, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe.

Neste ano, cada estado e o Distrito Federal escolheram dois senadores para mandatos de oito anos. A renovação corresponde a dois terços dos 81 integrantes do Senado. Dos 32 senadores que tentaram a reeleição, 14 conseguiram um novo mandato, enquanto 18 não foram reconduzidos. Dessa forma, 40 das 54 cadeiras em disputa serão ocupadas por novos parlamentares a partir de 2027.

Entre os senadores reeleitos estão Marcio Bittar (PL-AC), Lucas Barreto (PSD-AP), Eduardo Braga (MDB-AM), Plínio Valério (PSDB-AM), Jaques Wagner (PT-BA), Cid Gomes (PSB-CE), Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), Humberto Costa (PT-PE), Marcelo Castro (MDB-PI), Carlos Portinho (PL-RJ), Styvenson Valentim (Podemos-RN), Alessandro Vieira (MDB-SE), Rogério Carvalho (PT-SE) e Eduardo Gomes (PL-TO).

Entre os nomes que não conseguiram a reeleição estão Sérgio Petecão (PSD-AC), Renan Calheiros (MDB-AL), Randolfe Rodrigues (PT-AP), Angelo Coronel (Republicanos-BA), Leila Barros (PDT-DF), Fabiano Contarato (PT-ES), Vanderlan Cardoso (PSD-GO), Ciro Nogueira (PP-PI), Zenaide Maia (PSD-RN), Esperidião Amin (PP-SC) e Carlos Fávaro (PSD-MT), entre outros.

A eleição para o Senado é majoritária: são escolhidos os dois candidatos mais votados em cada unidade da Federação, sem aplicação de quociente eleitoral e sem segundo turno. A Casa representa os estados e o Distrito Federal no Poder Legislativo federal, e cada unidade possui três senadores, independentemente da população.

Entre os mandatos que permanecem está o de Wellington Dias, eleito em 2022 pelo PT no Piauí e atualmente licenciado para comandar o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. A vaga é ocupada pela suplente Jussara Lima (PSD). Se Wellington Dias retornar ao Senado, o PT passará a somar dez cadeiras.

As eleições de 2026 definiram os 54 senadores que ocuparão as vagas em disputa no Senado Federal a partir de 2027. O PL foi o partido que mais elegeu representantes, com 19 cadeiras, e passará a ter a maior bancada da Casa, com 28 integrantes.

O MDB elegeu sete senadores, enquanto o PT conquistou seis vagas. PP, PSB, União Brasil e Novo tiveram três eleitos cada. Republicanos, PSD, PSDB e Podemos elegeram dois representantes por partido. Rede e PDT conquistaram uma cadeira cada.

O PL venceu as duas disputas ao Senado no Distrito Federal, em Mato Grosso do Sul, no Rio de Janeiro, em Rondônia e em Santa Catarina. O partido também elegeu senadores no Acre, em Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Roraima, São Paulo e Tocantins.

O MDB elegeu representantes no Amazonas, Pará, Paraíba, Piauí, Roraima, Sergipe e Tocantins. Já o PT conquistou as duas vagas em disputa na Bahia e elegeu um senador em Minas Gerais, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe.

Na eleição deste ano, os eleitores escolheram dois terços dos integrantes do Senado. Cada estado e o Distrito Federal elegeram dois representantes para mandatos de oito anos. Os outros 27 senadores, escolhidos em 2022, permanecem no cargo até 2031.

A eleição para o Senado é majoritária. São eleitos os dois candidatos mais votados em cada unidade da Federação, sem aplicação de quociente eleitoral e sem segundo turno.

Com a posse dos eleitos, o PT terá nove senadores em exercício e o MDB ficará com oito parlamentares. PP e Republicanos terão seis cadeiras cada. PSD e União Brasil contarão com cinco integrantes, enquanto o PSB terá quatro.

Entre os mandatos que continuarão em curso está o de Wellington Dias, eleito em 2022 pelo PT no Piauí. Ele está licenciado para comandar o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. Atualmente, a vaga é ocupada pela suplente Jussara Lima, do PSD. Caso Wellington Dias retorne ao Senado, o PT passará a somar dez cadeiras.

Ao lado da Câmara dos Deputados, o Senado integra o Poder Legislativo federal e representa os estados e o Distrito Federal. Cada unidade da Federação possui três senadores, independentemente do número de habitantes. Entre as atribuições da Casa estão elaborar leis, fiscalizar o Executivo, aprovar autoridades indicadas para determinados cargos públicos e analisar matérias de interesse da Federação.

Os candidatos à Presidência da República encerraram neste sábado (3) as atividades de campanha antes do primeiro turno das eleições, marcado para este domingo (4). As agendas incluíram caminhadas, carreatas, reuniões virtuais e participação em programas transmitidos pela internet.

Samara Martins (UP) realizou uma caminhada no bairro do Alecrim, em Natal. Depois do ato, fez um balanço da campanha e voltou a defender propostas relacionadas à renda, à dívida pública, à saúde e à educação. A candidata também destacou os diálogos mantidos com eleitores de diferentes regiões do país.

Augusto Cury (Avante) participou de uma caminhada com apoiadores em Colina (SP), durante a manhã. Segundo a agenda divulgada pela campanha, essa foi a única atividade pública do candidato no último dia antes da votação. Após o compromisso, ele seguiu para Ribeirão Preto.

Flávio Bolsonaro (PL) participou de uma moto-carreata entre Santa Bárbara d’Oeste e Americana, no interior de São Paulo. Durante o evento, posou para fotos segurando um cartaz com a imagem do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar após condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado.

Ao fim da atividade, Flávio Bolsonaro agradeceu o apoio recebido e disse estar confiante no resultado das urnas. O candidato afirmou ter convicção de que poderia vencer a eleição no primeiro turno e criticou o STF, dizendo que a Corte “tem de deixar de ser uma delegacia de polícia”.

Hertz Dias (PSTU) participou pela manhã de uma reunião virtual com apoiadores de diferentes regiões. No fim da tarde, esteve no ato “Pane no Sistema”, realizado na sede do Sindicato dos Metroviários, em São Paulo.

Em São Paulo, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, conduziu a caminhada “Brasil Pronto pra Mais” pelas ruas do centro. No discurso, abordou o fim da escala 6×1, o combate às bets e políticas de educação. Lula classificou a disputa como uma oposição entre a democracia e a barbárie e convocou os eleitores com mais de 70 anos, cujo voto é facultativo, a comparecerem às urnas.

Renan Santos (Missão) participou, ao meio-dia, de uma etapa do Tour Futuro Glorioso, em Santos (SP). À tarde, esteve em uma caminhada entre a Praça da Liberdade e o Largo São Francisco, na capital paulista.

Ronaldo Caiado (PSD) cumpriu agenda em Goiânia, com caminhada e carreata na região noroeste da cidade. Durante os atos, defendeu propostas para a agricultura familiar, a segurança pública e a saúde.

Rui Costa Pimenta (PCO) participou do programa “Análise Política da Semana”, transmitido pela Causa Operária TV, e comentou temas políticos e eleitorais. Wilson Grassi (Democrata), Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB) e Romeu Zema (Novo) não tiveram compromissos públicos divulgados para este sábado.

Os candidatos à Presidência da República participam neste sábado (3), último dia antes do primeiro turno das Eleições 2026, de caminhadas, carreatas, reuniões e atos de campanha em diferentes cidades. As atividades estão concentradas principalmente nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Goiás.

Augusto Cury (Avante) participa, às 10h30, da Caminhada pela Pacificação, no centro de Colina, no interior de São Paulo.

Flávio Bolsonaro (PL) tem agenda de manhã em uma moto-carreata entre Santa Bárbara D’Oeste e Americana, pela Rodovia SP-304. Às 15h, participa de outra moto-carreata no Rio de Janeiro, entre os bairros de Campo Grande e Bangu.

Hertz Dias (PSTU) realiza uma reunião on-line com apoiadores de todo o país às 10h. Às 16h, participa do ato Pane no Sistema, na sede do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, na capital paulista.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participa, a partir das 10h, da caminhada Brasil Pronto pra Mais, em São Paulo.

Renan Santos (Missão) estará às 12h no Panteão dos Andradas, no centro de Santos (SP). Às 15h, participa de uma concentração com apoiadores na Praça da Liberdade, em São Paulo, seguida de caminhada até o Largo São Francisco.

Ronaldo Caiado (PSD) faz, no início da manhã, uma caminhada pela Avenida 24 de Outubro, em Goiânia. Às 10h30, participa de uma carreata na região Noroeste da capital goiana. Durante a tarde, circula em um palanque móvel pelas ruas da cidade e, depois, participa do ato de encerramento da campanha eleitoral na Basílica do Divino Pai Eterno, em Trindade (GO).

Samara Martins (UP) participa de uma caminhada com militantes e apoiadores a partir da Praça do Relógio, em Natal, no início da manhã.

Até o horário de publicação, Clariana Barão (DC), Edmilson Costa, Romeu Zema (Novo), Rui Costa Pimenta e Wilson Grassi não haviam divulgado agenda pública de campanha.

A ordem de apresentação dos candidatos na cobertura da agenda presidencial segue um rodízio diário em ordem alfabética.