A vice-reitora da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Fernanda Leal, se pronunciou nesta quinta-feira (8) sobre a confusão registrada no campus de Campina Grande, no bairro de Bodocongó. Ela criticou a ação de três pessoas de fora da instituição que teriam retirado cartazes políticos afixados por integrantes da comunidade acadêmica.

Segundo Fernanda, os envolvidos não possuem vínculo com a universidade e entraram no campus para retirar cartazes que expressavam posicionamentos de estudantes, professores e servidores técnico-administrativos. O material estava afixado no prédio de Arte e Mídia.

A vice-reitora classificou o episódio como um ataque à universidade e defendeu o direito à livre manifestação de ideias dentro do ambiente acadêmico.

“A nossa universidade é caracterizada pela livre expressão das pessoas que fazem parte dela. Essa livre expressão precisa ser preservada, porque a gente vive numa democracia”, afirmou.

Fernanda destacou que a presença de cartazes com diferentes posicionamentos políticos faz parte da rotina da instituição e que a universidade deve garantir esse espaço de manifestação.

“A gente tem cartazes aqui de todas as bandeiras políticas. Algumas pessoas concordam, outras não concordam, mas elas estão lá”, declarou.

A vice-reitora ressaltou, no entanto, que a liberdade de expressão não permite manifestações que incentivem crimes, violência ou violem direitos. Como exemplo, citou cartazes com símbolos nazistas ou mensagens de incitação à violência.

Durante o pronunciamento, Fernanda também lembrou que manifestações contrárias à própria administração da UFCG são comuns e fazem parte da convivência democrática dentro da instituição.

Ela afirmou que a gestão continuará defendendo o direito de manifestação da comunidade acadêmica e que não aceitará ações semelhantes às registradas nesta quinta-feira.

“Atos como esse a gente não vai tolerar”, declarou.

A confusão começou após três pessoas de fora da universidade tentarem retirar cartazes políticos colocados por estudantes. Durante o tumulto, houve uma denúncia de injúria racial contra uma estudante.

A Polícia Militar foi acionada e, segundo o 1º tenente Gustavo, duas pessoas foram conduzidas à Central de Flagrantes. Uma delas foi apresentada por suspeita de injúria racial. A outra, um estudante, foi conduzida após supostamente cuspir no rosto de um policial e chamá-lo de fascista.

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