A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou nesta sexta-feira (9) o calendário profissional masculino para 2027. A programação prevê a paralisação das competições nacionais durante a Copa do Mundo Feminina, que será realizada no Brasil entre 24 de junho e 25 de julho.

A interrupção atende a uma exigência da Federação Internacional de Futebol (Fifa) aos países-sede do Mundial. Dos 78 locais selecionados para treinamentos das seleções e jogos da competição, 55 são normalmente utilizados por clubes das quatro divisões nacionais masculinas.

A Série A do Campeonato Brasileiro começará em 27 de janeiro e terminará em 1º de dezembro. As 19 rodadas do primeiro turno serão disputadas nos primeiros seis meses da temporada. O torneio será interrompido em 17 de junho, antes do início da Copa, e retomado em 28 de julho.

A Série B terá início em 20 de março e seguirá até 27 de novembro. Quando for paralisada, em 15 de junho, a competição estará na 13ª rodada. As partidas serão retomadas em 27 de julho.

As Séries C e D começarão em 4 de abril. A terceira divisão será disputada até 31 de outubro, enquanto a quarta tem encerramento previsto para 12 de setembro. As duas competições ficarão suspensas durante a primeira fase da Copa do Mundo Feminina, entre 19 de junho e 10 de julho.

De acordo com a CBF, o calendário poderá passar por ajustes depois da definição dos locais de treinamento das seleções participantes. A escolha será feita após o sorteio dos grupos do Mundial, marcado para 11 de dezembro.

A Copa do Brasil reunirá 128 clubes e será realizada de 6 de janeiro a 5 de dezembro. Os times da Série A entrarão diretamente na quinta fase. Os campeões estaduais de 2026 começarão a disputa a partir da segunda fase, com exceção dos clubes que estiverem na primeira divisão nacional.

As Copas Verde, Sul-Sudeste e do Nordeste estão programadas para ocorrer entre 24 de março e 13 de junho. Já os campeonatos estaduais terão datas distribuídas de 10 de janeiro a 7 de março, período que também incluirá quatro rodadas do Brasileirão.

A temporada será aberta oficialmente pela Supercopa Rei, confronto em jogo único entre os campeões do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil. A partida está marcada para 24 de janeiro, mas o local ainda não foi definido.

Segundo Julio Avellar, diretor de Competições da CBF, a entidade buscou organizar as competições considerando as datas internacionais e a realização da Copa do Mundo Feminina no país. Ele também afirmou que o planejamento mantém flexibilidade para eventuais ajustes.

Mais de 161 mil pessoas de 183 países se inscreveram para trabalhar como voluntárias na Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil. O número representa mais que o dobro do registrado na edição anterior do torneio, disputada em 2023 na Austrália e em Aotearoa, Nova Zelândia.

Na competição de 2023, cerca de 68 mil inscrições foram recebidas para apoiar as operações nas nove cidades-sede. Para a próxima Copa do Mundo Feminina, aproximadamente 6 mil voluntários serão selecionados para atuar nas operações do torneio em oito cidades-sede brasileiras.

Os brasileiros representam 83% dos candidatos. Entre os inscritos de outros países, os maiores números vêm da Colômbia, do México, do Marrocos, da Nigéria e dos Estados Unidos. São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília concentraram a maior quantidade de inscrições.

As mulheres são maioria entre os candidatos, com 58% do total. Os homens correspondem a 39%, enquanto 3% das pessoas inscritas se identificam como não binárias ou com outro gênero.

Nos próximos dois meses, os candidatos aprovados na triagem inicial serão chamados para entrevistas. Depois dessa etapa, os selecionados receberão funções de apoio em mais de 20 áreas relacionadas à organização da competição.

Entre as atividades previstas estão trabalhos ligados à imprensa, tecnologia, transporte, gestão da competição e cerimônias. Ao longo da Copa do Mundo Feminina, serão disponibilizadas mais de 30 funções de voluntariado em locais diretamente envolvidos com os jogos e também em espaços de apoio.

As oportunidades estarão distribuídas entre estádios, aeroportos, centros de treinamento e hotéis, além de outros locais utilizados durante a realização do evento. Os voluntários participarão de tarefas relacionadas ao funcionamento das operações e ao atendimento das pessoas envolvidas na competição.

Para Patrícia Hespanha, diretora administrativa da Copa do Mundo Feminina da FIFA Brasil 2027, o volume de inscrições demonstra o interesse pelo torneio. Segundo ela, os voluntários têm papel importante na organização de grandes eventos esportivos e contribuem para a experiência de atletas, torcedores e demais participantes.

A Copa do Mundo Feminina de 2027 será realizada no Brasil, com operações organizadas em oito cidades-sede. O programa de voluntariado prevê a participação de pessoas de diferentes países e perfis nas atividades que antecedem e acompanham a competição.

Mais de 161 mil pessoas de 183 países se inscreveram no Programa de Voluntários da Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil. O número representa mais que o dobro das inscrições registradas na edição anterior do torneio, disputada em 2023 na Austrália e em Aotearoa, Nova Zelândia.

Na competição de 2023, cerca de 68 mil pessoas se candidataram para auxiliar nas operações em nove cidades-sede. Para a próxima edição, 83% dos candidatos são brasileiros. Entre os países estrangeiros com maior número de inscrições estão Colômbia, México, Marrocos, Nigéria e Estados Unidos.

As mulheres representam 58% do total de candidatos. Os homens correspondem a 39%, enquanto 3% dos inscritos se identificam como não binários ou com outro gênero.

Patrícia Hespanha, diretora administrativa da Copa do Mundo Feminina da FIFA Brasil 2027, afirmou que a adesão demonstra o interesse pelo torneio. Segundo ela, os voluntários terão papel importante na organização e na recepção do público durante o evento.

“Os voluntários desempenham um papel fundamental na organização dos grandes eventos esportivos, ajudando a criar uma experiência acolhedora, positiva e inesquecível para todos os envolvidos”, disse Patrícia. Ela também afirmou que o trabalho contribuirá para um legado duradouro para o futebol feminino no Brasil, na América do Sul e em outras regiões.

São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília concentraram o maior número de inscrições. Ao todo, aproximadamente 6 mil voluntários serão escolhidos para atuar nas operações da Copa do Mundo Feminina em oito cidades-sede.

Os candidatos aprovados na triagem inicial deverão ser chamados para entrevistas nos próximos dois meses. As pessoas selecionadas poderão atuar em mais de 20 áreas de apoio, entre elas imprensa, tecnologia, transporte, gestão da competição e cerimônias.

Durante o torneio, serão disponibilizadas mais de 30 funções de voluntariado em estádios, aeroportos, centros de treinamento, hotéis e outros espaços relacionados à competição, inclusive locais que não receberão partidas.

O programa Caminhos da Reportagem exibe nesta segunda-feira (5), às 23h, na TV Brasil, a edição “Elas em campo: futebol, paixão e resiliência”, dedicada à trajetória, aos avanços e aos desafios do futebol feminino no Brasil.

A reportagem será exibida menos de um ano antes da primeira Copa do Mundo Feminina realizada na América do Sul. Em junho de 2027, oito cidades brasileiras receberão partidas da competição, que reunirá 32 seleções. Para o programa, a realização do torneio amplia o debate sobre o desenvolvimento da modalidade no país.

A produção mostra as mudanças ocorridas desde a época em que as primeiras jogadoras da seleção brasileira não tinham salários e recebiam apenas ajuda de custo, inclusive nos clubes. Atualmente, o futebol feminino conta com competições nacionais e internacionais, categorias de base e uma cadeia profissional formada por mulheres que atuam dentro e fora dos campos.

Apesar da evolução, a reportagem também aborda a permanência do machismo e do preconceito. Competições femininas de várzea e espaços exclusivos para a formação e o treinamento de meninas ainda são considerados raros e, em muitos casos, dependem de iniciativas pontuais.

O programa relembra ainda que as mulheres foram proibidas por lei de praticar futebol no Brasil entre os anos 1940 e meados da década de 1980. A justificativa usada à época era de que a atividade poderia prejudicar a saúde física feminina. Mesmo após o fim da proibição, atletas continuaram enfrentando resistências dentro das famílias e da sociedade.

Entre as entrevistadas está Márcia Honório, integrante da primeira equipe brasileira a disputar uma Copa do Mundo. Ela relata a emoção de receber a convocação e ouvir o Hino Nacional fora do país. A ex-jogadora também destaca que aquela geração queria mostrar a necessidade de apoio ao futebol feminino.

A reportagem conversa com especialistas, atletas e ex-atletas, gestoras, jogadoras de várzea, empreendedoras, meninas e outras mulheres ligadas à modalidade. A ex-jogadora Formiga, recordista em tempo de atuação e em participações pela seleção brasileira em Copas do Mundo, fala sobre a importância de perceber que outras meninas também enfrentavam dificuldades para jogar futebol.

A jornalista Milly Lacombe aborda a participação coletiva na luta por direitos e pelo fortalecimento do futebol feminino. Já a treinadora de equipes de várzea Lu Leal afirma esperar que as novas gerações tenham oportunidades para alcançar seus objetivos no esporte.

O tema será retomado no próximo mês em outro programa, que tratará das condições e do cenário do futebol feminino como profissão e possibilidade de carreira para jovens mulheres.