A seleção brasileira terminou nesta quinta-feira (8) na liderança do quadro de medalhas da etapa do Grand Prix de parataekwondo em Paris, na França. O país conquistou seis pódios, com dois ouros, três pratas e um bronze, na melhor campanha brasileira desde o início da competição.
Um dos títulos foi obtido por Ana Carolina Moura, na categoria até 65 quilos feminina. A mineira, campeã nos Jogos Paralímpicos de Paris 2024, voltou a enfrentar a francesa Djelika Diallo na decisão. Assim como na final paralímpica, a brasileira venceu a anfitriã por 2 rounds a 0.
O Brasil também garantiu uma dobradinha na categoria até 57 quilos. Em uma final entre brasileiras, a paraibana Silvana Cardoso derrotou a gaúcha Maria Eduarda Stumpf por 2 rounds a 0 e ficou com o ouro. Maria Eduarda terminou com a medalha de prata.
Entre os demais resultados, o carioca Valter Sedano subiu ao pódio após ser derrotado na final pelo mexicano Juan Diego García López por 2 rounds a 0. A delegação brasileira ainda conquistou outra medalha de prata, também registrada no balanço da competição, além do bronze de Gustavo Antony Ruppel.
Paranaense, Ruppel competiu na categoria até 58 quilos. Na semifinal, venceu o primeiro round contra o israelense Asaf Yasur, mas perdeu de virada por 2 a 1. Yasur avançou à final e conquistou o título da categoria.
O Grand Prix distribui até 60 pontos no ranking mundial para os atletas que terminam no pódio. Antes da etapa de Paris, o Brasil havia conquistado uma medalha de ouro e uma de prata em Roma, na Itália, e quatro pódios em Muju, na Coreia do Sul, sendo um ouro, uma prata e dois bronzes.
O próximo compromisso da seleção será o Mundial de parataekwondo, marcado para ocorrer de 20 a 22 de novembro, em Muju. Em 28 de novembro, o Brasil disputará a quarta e última etapa do Grand Prix, em Astana, no Cazaquistão.
O brasileiro Hugo Calderano avançou às quartas de final do China Smash ao derrotar o alemão Patrick Franziska por 3 sets a 0 nesta quinta-feira (8). Número 6 do mundo, o mesatenista confirmou o favoritismo diante do atleta que ocupa a 22ª posição do ranking mundial, com parciais de 11/2, 11/5 e 11/7.
O China Smash distribui 2.000 pontos no circuito mundial, a maior pontuação entre os torneios da modalidade. Calderano chegou à terceira vitória consecutiva na competição sem perder sets.
Na próxima fase, o brasileiro enfrentará o francês Félix Lebrun, atual vice-líder do ranking mundial. Lebrun também venceu seu compromisso pelas oitavas de final por 3 sets a 0, contra o croata Tomislav Pucar, número 30 do mundo, com parciais de 11/9, 12/10 e 11/5.
A organização ainda não definiu o dia e o horário do confronto entre Calderano e Lebrun. Os dois jogadores são adversários frequentes no circuito internacional e já se enfrentaram oito vezes, com cinco vitórias do francês e três do brasileiro.
O duelo mais recente ocorreu em agosto, pelas quartas de final do Europe Smash 2026, na Suécia. Na ocasião, Lebrun venceu por 4 sets a 1. Em março deste ano, os dois fizeram uma partida de sete sets no WTT Champions Chongqing, com triunfo do francês por 4 a 3.
A última vitória de Calderano sobre Lebrun foi no ano passado, na final do WTT Star Contender Ljubljana. O brasileiro ganhou por 4 sets a 2. Já nos Jogos Olímpicos de Paris, em 2024, o francês derrotou Calderano na disputa pela medalha de bronze.
Antes de superar Patrick Franziska, Calderano havia vencido o alemão Dimitrij Ovtcharov por 3 sets a 0, na primeira rodada, com parciais de 11/9, 11/9 e 11/8. Na segunda fase, o brasileiro passou pelo sul-coreano An Jaehyun pelo mesmo placar, com 11/5, 11/9 e 12/10.
Mais de 161 mil pessoas de 183 países se inscreveram para trabalhar como voluntárias na Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil. O número representa mais que o dobro do registrado na edição anterior do torneio, disputada em 2023 na Austrália e em Aotearoa, Nova Zelândia.
Na competição de 2023, cerca de 68 mil inscrições foram recebidas para apoiar as operações nas nove cidades-sede. Para a próxima Copa do Mundo Feminina, aproximadamente 6 mil voluntários serão selecionados para atuar nas operações do torneio em oito cidades-sede brasileiras.
Os brasileiros representam 83% dos candidatos. Entre os inscritos de outros países, os maiores números vêm da Colômbia, do México, do Marrocos, da Nigéria e dos Estados Unidos. São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília concentraram a maior quantidade de inscrições.
As mulheres são maioria entre os candidatos, com 58% do total. Os homens correspondem a 39%, enquanto 3% das pessoas inscritas se identificam como não binárias ou com outro gênero.
Nos próximos dois meses, os candidatos aprovados na triagem inicial serão chamados para entrevistas. Depois dessa etapa, os selecionados receberão funções de apoio em mais de 20 áreas relacionadas à organização da competição.
Entre as atividades previstas estão trabalhos ligados à imprensa, tecnologia, transporte, gestão da competição e cerimônias. Ao longo da Copa do Mundo Feminina, serão disponibilizadas mais de 30 funções de voluntariado em locais diretamente envolvidos com os jogos e também em espaços de apoio.
As oportunidades estarão distribuídas entre estádios, aeroportos, centros de treinamento e hotéis, além de outros locais utilizados durante a realização do evento. Os voluntários participarão de tarefas relacionadas ao funcionamento das operações e ao atendimento das pessoas envolvidas na competição.
Para Patrícia Hespanha, diretora administrativa da Copa do Mundo Feminina da FIFA Brasil 2027, o volume de inscrições demonstra o interesse pelo torneio. Segundo ela, os voluntários têm papel importante na organização de grandes eventos esportivos e contribuem para a experiência de atletas, torcedores e demais participantes.
A Copa do Mundo Feminina de 2027 será realizada no Brasil, com operações organizadas em oito cidades-sede. O programa de voluntariado prevê a participação de pessoas de diferentes países e perfis nas atividades que antecedem e acompanham a competição.
Mais de 161 mil pessoas de 183 países se inscreveram no Programa de Voluntários da Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil. O número representa mais que o dobro das inscrições registradas na edição anterior do torneio, disputada em 2023 na Austrália e em Aotearoa, Nova Zelândia.
Na competição de 2023, cerca de 68 mil pessoas se candidataram para auxiliar nas operações em nove cidades-sede. Para a próxima edição, 83% dos candidatos são brasileiros. Entre os países estrangeiros com maior número de inscrições estão Colômbia, México, Marrocos, Nigéria e Estados Unidos.
As mulheres representam 58% do total de candidatos. Os homens correspondem a 39%, enquanto 3% dos inscritos se identificam como não binários ou com outro gênero.
Patrícia Hespanha, diretora administrativa da Copa do Mundo Feminina da FIFA Brasil 2027, afirmou que a adesão demonstra o interesse pelo torneio. Segundo ela, os voluntários terão papel importante na organização e na recepção do público durante o evento.
“Os voluntários desempenham um papel fundamental na organização dos grandes eventos esportivos, ajudando a criar uma experiência acolhedora, positiva e inesquecível para todos os envolvidos”, disse Patrícia. Ela também afirmou que o trabalho contribuirá para um legado duradouro para o futebol feminino no Brasil, na América do Sul e em outras regiões.
São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília concentraram o maior número de inscrições. Ao todo, aproximadamente 6 mil voluntários serão escolhidos para atuar nas operações da Copa do Mundo Feminina em oito cidades-sede.
Os candidatos aprovados na triagem inicial deverão ser chamados para entrevistas nos próximos dois meses. As pessoas selecionadas poderão atuar em mais de 20 áreas de apoio, entre elas imprensa, tecnologia, transporte, gestão da competição e cerimônias.
Durante o torneio, serão disponibilizadas mais de 30 funções de voluntariado em estádios, aeroportos, centros de treinamento, hotéis e outros espaços relacionados à competição, inclusive locais que não receberão partidas.
Investimentos direcionados em ações de saúde podem evitar 739 mil mortes prematuras no Brasil até 2050 e acrescentar mais de R$ 1 trilhão ao Produto Interno Bruto (PIB) do país. A estimativa faz parte do recorte nacional do estudo A saúde das nações: saúde mais forte, economias mais fortes, elaborado pelo McKinsey Health Institute.
O levantamento foi apresentado na terça-feira (6), durante um encontro de jornalistas da América Latina realizado em San José, na Costa Rica. Segundo Brad Herbig, diretor de dados de Saúde do instituto, o aumento dos recursos precisa ser acompanhado pela escolha de medidas comprovadamente eficazes e custo-efetivas, capazes de produzir os melhores resultados com o menor custo possível.
Para elaborar a pesquisa, o instituto analisou cerca de 300 intervenções baseadas em evidências científicas. As medidas estão relacionadas a 90 doenças e 27 fatores de risco, que correspondem a 85% dos principais problemas de saúde da população mundial. Foram consideradas ações de prevenção em nível populacional e individual, além de tratamentos.
Entre as iniciativas avaliadas estão a cobrança de impostos sobre produtos como cigarro, álcool e alimentos ultraprocessados; a proteção de trabalhadores contra poluentes; a vacinação com alta cobertura; exames preventivos realizados em pelo menos 75% do público-alvo; cirurgias no prazo adequado e a incorporação progressiva de medicamentos avançados.
No cenário brasileiro, a adoção dessas medidas poderia elevar em cinco anos a expectativa de vida, chegando a 85 anos. O tempo médio vivido com boa saúde passaria a 76 anos, nove a mais do que a estimativa atual. A pesquisa também calcula que, para cada dólar investido em ações efetivas de saúde no país, US$ 2,10 seriam adicionados ao PIB.
O retorno econômico estaria ligado principalmente ao aumento da produtividade, à redução de mortes entre pessoas mais jovens e à diminuição do adoecimento. O estudo também aponta efeitos sobre a formação das crianças, que teriam mais condições de avançar nos estudos, e sobre os responsáveis que precisam conciliar trabalho e cuidados de saúde.
No Brasil, 59% do impacto total estimado viria de ações de prevenção. A maior parte delas não ocorre diretamente em unidades de saúde, o que amplia a participação de instituições de diferentes áreas. Entre as medidas com maior potencial estão políticas fiscais para reduzir o consumo de álcool, tabaco e ultraprocessados, o controle da pressão arterial e ações de prevenção cardiovascular.
Também foram destacadas estratégias de controle do peso por meio de dieta e exercícios, medicamentos para emagrecimento, tratamento adequado do câncer, oferta de medicamentos psiquiátricos e melhorias em equipamentos e insumos médicos.
Até 2050, a projeção indica redução de 46% nos anos perdidos por doenças respiratórias crônicas e transtornos de saúde mental. A queda estimada é de pelo menos 40% para doenças cardiovasculares e enfermidades relacionadas a deficiências nutricionais. As perdas associadas ao abuso de substâncias podem cair 39%, enquanto as provocadas por diabetes e doenças renais teriam redução de 35%.
Na América Latina, os países investem em média 3,7% do PIB em saúde, contra 7,9% nos países de alta renda. Menos de 5% dos recursos da região são destinados à prevenção, embora essas medidas respondam por 61% das ações capazes de reduzir mortes prematuras e adoecimento.
Investimentos direcionados em ações comprovadamente eficazes de saúde podem evitar 739 mil mortes prematuras no Brasil até 2050, além de acrescentar mais de R$ 1 trilhão ao Produto Interno Bruto (PIB) do país. A estimativa faz parte do recorte nacional do estudo A saúde das nações: saúde mais forte, economias mais fortes, elaborado pelo McKinsey Health Institute.
O levantamento foi apresentado na terça-feira (6), durante um encontro de jornalistas da América Latina realizado em San José, na Costa Rica. Segundo Brad Herbig, diretor de dados de Saúde do instituto, o aumento dos recursos precisa ser acompanhado pela aplicação do dinheiro em medidas com eficácia comprovada e boa relação entre custo e resultado.
Para elaborar a pesquisa, o instituto analisou cerca de 300 intervenções de saúde relacionadas a 90 doenças e 27 fatores de risco. De acordo com o estudo, esse conjunto representa 85% dos principais problemas de saúde que afetam a população mundial. Foram consideradas medidas de prevenção em nível populacional e individual, além de tratamentos.
Entre as ações avaliadas estão a taxação de produtos prejudiciais à saúde, como cigarro e álcool; a proteção de trabalhadores contra poluentes; a vacinação com altas coberturas; exames preventivos para pelo menos 75% do público-alvo; cirurgias realizadas no prazo adequado; e a incorporação progressiva de medicamentos mais avançados.
No cenário brasileiro, a adoção dessas intervenções poderia elevar em cinco anos a expectativa de vida, para 85 anos. O tempo médio vivido com boa saúde também aumentaria: passaria para 76 anos, nove a mais que a estimativa atual.
O estudo calcula ainda que, para cada US$ 1 investido em ações efetivas de saúde no Brasil, US$ 2,1 seriam adicionados ao PIB. O retorno estaria relacionado principalmente ao aumento da produtividade, à redução de mortes entre pessoas mais jovens e à diminuição do adoecimento.
A prevenção responde por 59% do impacto total estimado no país. Entre as medidas com maior potencial estão políticas fiscais para reduzir o consumo de álcool, tabaco e alimentos ultraprocessados, o monitoramento da pressão arterial, o controle do peso por meio de dieta e exercícios e a oferta de medicamentos para emagrecimento.
Na área terapêutica, o tratamento adequado do câncer aparece como a intervenção de maior impacto potencial, seguido pela oferta de medicamentos psiquiátricos e por melhorias em equipamentos e insumos médicos. O relatório também destaca que algumas medidas podem produzir efeitos em curto prazo, como o diagnóstico precoce e o acesso rápido aos tratamentos indicados.
Até 2050, as doenças respiratórias crônicas e os transtornos de saúde mental podem registrar redução de 46% nos anos perdidos por mortes prematuras e incapacidade. A queda estimada é de pelo menos 40% para doenças cardiovasculares e problemas relacionados a deficiências nutricionais. Para perdas associadas ao abuso de substâncias, a redução potencial é de 39%; para diabetes e doenças renais, de 35%.
Na América Latina, os países investem em média 3,7% do PIB em saúde, contra 7,9% nas nações de alta renda. Menos de 5% dos recursos da região são destinados à prevenção, embora essas ações correspondam a 61% das medidas capazes de reduzir mortes prematuras e adoecimento.
O Brasil lidera o quadro geral de medalhas do Open das Américas de halterofilismo, disputado na Cidade do México. Após três dias de competição, a delegação brasileira soma 14 pódios, sendo sete medalhas de ouro. O torneio, que vale pontos para o ranking de classificação à Paralimpíada de Los Angeles, nos Estados Unidos, termina nesta quinta-feira (8).
O desempenho brasileiro ganhou força na terça-feira (6), quando os atletas conquistaram quatro ouros e três dobradinhas, expressão usada quando competidores do mesmo país ocupam as duas primeiras posições de uma categoria.
Atual bicampeã paralímpica, a paulista Mariana D’Andrea venceu entre as atletas até 73 quilos. Ela levantou 146 kg e estabeleceu o novo recorde das Américas, superando em um quilo a própria marca, registrada em 2024. A mineira Caroline Fernandes ficou com a prata, ao erguer 119 kg.
“O meu treinador sempre fala que é difícil chegar ao topo, mas o mais difícil é se manter, porque a gente vira alvo de todo mundo”, afirmou Mariana em entrevista à TV Brasil antes da viagem ao México. A atleta, que tem nanismo, também destacou a disciplina necessária para continuar entre as principais competidoras da modalidade.
Na categoria até 80 kg, o ouro ficou com o paraibano Ailton de Souza, que levantou 201 kg. O equatoriano Sebastian Ayala, com 166 kg, foi o segundo colocado, enquanto o mexicano Jairo Santiago, com 161 kg, completou o pódio. Ailton sofreu paralisia infantil após um erro médico no nascimento.
Medalhista de bronze nos Jogos Paralímpicos de Paris, em 2024, Maria de Fátima Castro venceu entre atletas de até 79 kg. A amazonense levantou 135 kg, quatro a mais que a brasiliense Gabrielle Lima, segunda colocada. Maria de Fátima passou a competir nessa categoria após disputar anteriormente entre atletas de até 67 kg.
Outra dobradinha brasileira ocorreu na categoria até 61 kg. A paulista Laira Guimarães conquistou o ouro com 109 kg, enquanto a paraense Naira Cruz levou a prata ao levantar 106 kg. As duas também mudaram de categoria neste novo ciclo paralímpico.
O Brasil havia iniciado a competição no domingo (4), com quatro medalhas. Marco Túlio Cruz, de Minas Gerais, venceu entre atletas até 49 kg, e Lara Lima, também mineira, foi campeã na categoria até 45 kg. O potiguar João Maria França conquistou a prata até 59 kg, e a paulista Brenda Pepe ganhou o bronze até 41 kg.
Na segunda-feira (5), Maria Rizonaide da Silva, do Rio Grande do Norte, ganhou o ouro até 50 kg. A gaúcha Ana Paula Marques, até 61 kg, e a mineira Cristiane Reis, até 55 kg, ficaram com o bronze. O rondoniense Kauê Motta terminou em quarto lugar até 65 kg, a um quilo do pódio, em sua estreia internacional após trocar o fisiculturismo pelo halterofilismo.
O Open das Américas é uma das competições obrigatórias para atletas do continente que buscam vaga em Los Angeles 2028. Em 2027, os Jogos Parapan-Americanos de Lima, no Peru, e o Campeonato Mundial da Cidade do México serão necessários para cumprir os requisitos da World Para Powerlifting. Em 2028, os atletas precisarão participar de ao menos duas etapas da Copa do Mundo. Os oito melhores de cada categoria, desde que atendam às exigências da entidade, garantirão a classificação.
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) reduziu de US$ 90 bilhões para US$ 84,4 bilhões a previsão de superávit da balança comercial brasileira em 2026. A revisão está relacionada principalmente à queda nas projeções para os preços do petróleo. Mesmo com o corte, o resultado esperado representa crescimento de 24% em relação ao saldo positivo de US$ 68,1 bilhões registrado em 2025.
A nova estimativa prevê exportações de US$ 382,5 bilhões e importações de US$ 298,1 bilhões. Na projeção anterior, as vendas externas eram estimadas em US$ 394,4 bilhões, enquanto as compras do exterior deveriam somar US$ 304,4 bilhões. Com a atualização, a previsão para as exportações caiu US$ 11,9 bilhões e a das importações diminuiu US$ 6,3 bilhões.
O petróleo influencia os dois lados da balança comercial brasileira, porque o país exporta o produto bruto e também importa derivados. O barril chegou a ser negociado a US$ 138 em abril, após a entrada dos Estados Unidos na guerra com o Irã, mas recuou posteriormente. Nas últimas semanas, houve nova alta, mas o petróleo Brent, referência internacional, estava em torno de US$ 100.
Se a previsão for confirmada, o superávit de 2026 será o segundo maior da série histórica. O maior resultado foi registrado em 2023, quando o saldo positivo alcançou US$ 98,9 bilhões. Para atingir a nova estimativa, o Brasil precisará acumular aproximadamente US$ 22 bilhões em superávit entre outubro e dezembro. O valor é próximo ao saldo de US$ 21,8 bilhões obtido no último trimestre de 2025.
Esta é a segunda revisão realizada pelo MDIC em 2026. A estimativa inicial apontava superávit de US$ 72,1 bilhões e havia sido elevada para US$ 90 bilhões em julho.
De acordo com Herlon Brandão, diretor do Departamento de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do MDIC, a projeção está próxima do desempenho acumulado até setembro. “Estamos prevendo três meses à frente. Então, é natural que esses números se aproximem e tenhamos já um cenário bastante consolidado para o que vai ser o fechamento do ano”, afirmou.
Em setembro, a balança comercial registrou superávit de US$ 7,74 bilhões, alta de 146,4% em relação aos US$ 3,14 bilhões do mesmo mês de 2025. Foi o maior saldo mensal desde junho, quando o resultado positivo chegou a US$ 9 bilhões.
As exportações somaram US$ 34,42 bilhões em setembro, crescimento de 12,9% na comparação anual. As importações ficaram em US$ 26,68 bilhões, queda de 2,4%. O desempenho das vendas externas foi influenciado pela alta média de 9,9% nos preços dos produtos exportados e pelo aumento de 2,3% no volume embarcado. O petróleo bruto respondeu por US$ 6,49 bilhões das exportações, alta de 77,3% sobre setembro do ano anterior.
A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 7,74 bilhões em setembro de 2026, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) nesta terça-feira (6). O resultado foi 146,4% superior ao saldo de US$ 3,14 bilhões registrado no mesmo mês de 2025.
O desempenho foi impulsionado principalmente pelo crescimento das exportações, que somaram US$ 34,42 bilhões, alta de 12,9% na comparação anual. As importações totalizaram US$ 26,68 bilhões, queda de 2,4%. A corrente de comércio, que reúne as vendas e as compras do país no exterior, alcançou US$ 61,09 bilhões, crescimento de 8%.
O saldo de setembro foi o segundo maior da série histórica para o mês. O resultado ficou atrás apenas do registrado em setembro de 2023, quando o superávit chegou a US$ 9,18 bilhões. Já a corrente de comércio foi a maior para um mês de setembro e a segunda maior para qualquer mês, atrás dos US$ 61,99 bilhões de junho de 2026.
Entre os setores exportadores, a indústria extrativa apresentou o maior crescimento, com vendas de US$ 9,44 bilhões, alta de 39,8%. A indústria de transformação exportou US$ 17,67 bilhões, avanço de 5,3%, enquanto a agropecuária somou US$ 7 bilhões, aumento de 4,8%.
O petróleo bruto teve alta de 77,3% nas exportações, e o minério de cobre cresceu 74,2%. Na indústria de transformação, destacaram-se os farelos de soja, com aumento de 47,7%, e os combustíveis, com avanço de 39,1%. No setor agropecuário, as vendas de soja cresceram 11,9% e as de café não torrado, 8,7%.
As exportações avançaram para a maioria dos principais mercados brasileiros. As vendas para a Europa cresceram 51,9%, para US$ 8,3 bilhões, e para a América do Norte aumentaram 30,6%, chegando a US$ 5,2 bilhões. Na América do Sul, somaram US$ 4,2 bilhões, com estabilidade, enquanto para a Ásia recuaram 2,5%, para US$ 17,4 bilhões.
As exportações para os Estados Unidos aumentaram 31,9% em setembro, mesmo com a aplicação de novas tarifas sobre produtos brasileiros. No acumulado do ano, porém, as vendas para o mercado norte-americano registram queda de 6,5%. Para a União Europeia, o Mdic relacionou o crescimento das vendas ao acordo com o Mercosul, especialmente nas exportações de alimentos.
Nas importações, houve redução nas compras de bens de capital, que somaram US$ 4,1 bilhões, queda de 29,8%, e de bens intermediários, com US$ 14,9 bilhões, recuo de 2,4%. As importações de bens de consumo cresceram 11,5%, para US$ 4,3 bilhões, e as de combustíveis subiram 41,2%, para US$ 3,4 bilhões.
De janeiro a setembro, o superávit acumulado foi de US$ 62,4 bilhões. As exportações somaram US$ 264,65 bilhões, alta de 10,4%, e as importações chegaram a US$ 222,26 bilhões, crescimento de 5%.
O Mdic revisou para baixo a projeção para 2026 e passou a estimar superávit de US$ 84,4 bilhões, ante previsão anterior de US$ 90 bilhões. A expectativa para as exportações caiu de US$ 394,4 bilhões para US$ 382,5 bilhões, enquanto a projeção para as importações passou de US$ 304,4 bilhões para US$ 298,1 bilhões.
O Brasil tem 14 candidatos registrados para disputar a Presidência da República nas eleições de 2026, segundo os dados disponíveis na Justiça Eleitoral.
O primeiro turno será realizado em 4 de outubro. Se nenhuma candidatura alcançar a maioria absoluta dos votos válidos, o segundo turno está previsto para 25 de outubro.
A relação reúne o nome de urna, o número, o partido, a situação oficial da candidatura e o acesso ao perfil eleitoral já publicado no Blog Anderson Souza. Os dados podem mudar até a eleição conforme decisões da Justiça Eleitoral e atualizações apresentadas pelos partidos.
Use a busca abaixo para localizar uma candidatura por nome, partido ou número. Também é possível filtrar a lista pela situação eleitoral.
A Justiça Eleitoral atualiza a situação de cada pedido de registro ao longo do calendário eleitoral. Uma candidatura pode aparecer como deferida, aguardando julgamento, deferida com recurso ou em outra situação processual ainda compatível com a participação na disputa.
Quando houver decisão que torne a candidatura inapta, a informação também será refletida nesta página. Renúncia, falecimento, cancelamento, cassação ou indeferimento definitivo podem alterar a composição da lista.
Nas eleições gerais, os eleitores votam para presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual, ou distrital no caso do Distrito Federal. Presidente, governador e parlamentares têm mandatos definidos pela Constituição e pela legislação eleitoral.
Presidente e governador são eleitos pelo sistema majoritário. Para vencer no primeiro turno é necessário obter mais da metade dos votos válidos. Se isso não ocorrer, as duas candidaturas mais votadas disputam o segundo turno.
Os perfis eleitorais reúnem, quando disponíveis, informações declaradas à Justiça Eleitoral, como nome completo, idade, ocupação, escolaridade, bens, proposta de governo, situação do registro e outros dados da candidatura. Os links de cada card levam para essas páginas dentro do Blog Anderson Souza.
As informações desta reportagem são baseadas nos dados oficiais disponibilizados pela Justiça Eleitoral e pelo sistema DivulgaCandContas do Tribunal Superior Eleitoral. Mudanças de partido, substituições, renúncias, decisões judiciais e alterações no registro podem atualizar a relação de candidatos.
Esta reportagem foi produzida automaticamente a partir de dados estruturados da Justiça Eleitoral e pode ser revisada pela redação do Blog Anderson Souza. Última atualização: 02/10/2026 às 17:47, no horário de Brasília.