O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), marcou para a próxima quarta-feira (14) a votação, em primeiro turno, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que prevê o fim da escala de seis dias de trabalho por um de descanso, conhecida como 6×1.

A proposta estabelece dois dias de descanso remunerado por semana, sem redução salarial, e reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais. O texto prevê uma transição de até 14 meses para a implementação das novas regras.

Ao anunciar a inclusão da matéria na pauta, Alcolumbre afirmou que cumpre o compromisso de levar a proposta à votação “com responsabilidade, diálogo e respeito ao rito regimental”. A PEC foi aprovada pela Câmara dos Deputados em dois turnos em maio deste ano e encaminhada ao Senado.

Por alterar a Constituição, a proposta precisa ser aprovada em dois turnos pela Câmara e pelo Senado. Caso os senadores modifiquem o texto, a versão alterada terá de ser analisada novamente pelos deputados.

No Senado, a proposta foi encaminhada à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em agosto. No início de setembro, a comissão aprovou o texto. A análise no plenário, porém, não havia sido marcada até o anúncio feito por Alcolumbre, que havia declarado que a votação ocorreria após as eleições.

Além da redução da jornada, a PEC determina a adoção obrigatória de dois dias de descanso por semana. A partir da promulgação da eventual emenda constitucional, as empresas terão 60 dias para garantir a escala 5×2 e reduzir a jornada para 42 horas semanais.

Depois dessa primeira redução, a jornada deverá cair para 40 horas semanais 12 meses mais tarde. A proposta prevê uma regra de transição diferenciada para trabalhadores terceirizados da administração pública.

O texto também estabelece jornadas diferenciadas para trabalhadores com diploma de ensino superior que recebam atualmente valor igual ou superior a R$ 21.188,87, desde que mantida a escala 5×2. Nesses casos, a duração do trabalho deverá ser definida por negociação direta entre empregado e empregador.

Uma auditoria realizada pelo governo do estado do Rio de Janeiro identificou indícios de desvios superiores a R$ 400 milhões na Caixa de Assistência dos Empregados da Cedae, a Cedae Saúde. O levantamento apontou possíveis irregularidades no pagamento por serviços e suspeita de favorecimento de empresas ligadas à antiga direção da entidade.

O relatório será encaminhado ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), que poderá aprofundar a apuração e adotar as medidas judiciais cabíveis. Os dados apresentados na auditoria indicam possíveis irregularidades, que ainda deverão ser investigadas pelos órgãos competentes.

A Cedae Saúde foi criada em 1988 e administra a assistência médica de funcionários ativos, dependentes, aposentados e pensionistas. Ao todo, a entidade atende 17 mil beneficiários.

A apuração começou depois da exoneração do então presidente da Cedae Saúde, Eric Frederik Gualberto, em junho de 2026. Segundo o levantamento, a nova diretoria encontrou arquivos com nomes de fornecedores e registros contábeis apagados, referentes ao período entre dezembro de 2023 e abril de 2026.

Os auditores conseguiram recuperar os dados. A análise dos arquivos apontou indícios de favorecimento de empresas ligadas à antiga administração da entidade.

De acordo com a auditoria, quatro empresas que fazem parte de uma offshore ligada a Eric Frederik Gualberto nas Ilhas Virgens Britânicas receberam R$ 95 milhões durante o período em que ele esteve à frente da Cedae Saúde. A informação integra o relatório que será encaminhado ao MPRJ.

O levantamento também analisou os repasses feitos pela Diretoria Financeira e de Relações com Investidores da antiga gestão da Cedae para custear o funcionamento da Cedae Saúde. A administração atual considerou que os valores transferidos mensalmente eram superiores às necessidades da entidade.

Durante a gestão anterior, o repasse médio era de R$ 20 milhões por mês. Atualmente, segundo os dados apresentados, o valor está em torno de R$ 6 milhões mensais, o que representa uma redução de 70%.

Pesquisa do Instituto Locomotiva divulgada nesta sexta-feira (9) aponta que 82% dos adultos brasileiros são contrários a que crianças de até 3 anos fiquem diante de celulares. Outros 15% são favoráveis à exposição nessa faixa etária. O levantamento foi realizado às vésperas do Dia das Crianças, celebrado em 12 de outubro.

Entre as crianças de 4 a 7 anos, a oposição ao uso de celular também é maioria: 75% dos entrevistados são contrários. Quando a questão envolve ter um aparelho próprio, 52% dos adultos afirmam aceitar que a criança ganhe um celular até os 12 anos de idade.

A pesquisa ouviu 1.367 homens e mulheres com 18 anos ou mais entre os dias 28 de setembro e 6 de outubro. O estudo também investigou a percepção dos adultos sobre brincadeiras, convivência e o uso de dispositivos digitais por crianças e adolescentes.

De acordo com o levantamento, 88% são favoráveis a que adolescentes de 13 a 17 anos utilizem celulares. Ao mesmo tempo, 83% avaliam que as crianças de hoje não querem mais brincar na rua e preferem ficar no celular ou assistir à televisão.

Apesar dessa percepção, 73% dos entrevistados consideram que brincar na rua é melhor para a criança do que permanecer diante de telas. O resultado indica uma diferença entre a avaliação dos adultos sobre os hábitos atuais e a preferência por atividades fora dos dispositivos digitais.

O Guia sobre Usos de Dispositivos Digitais, publicado pelo governo federal no ano passado, reúne recomendações para o uso de telas por crianças. Uma delas indica que menores de 2 anos não devem ser expostos a telas de celular, exceto em situações de contato com familiares por videochamada.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou neste ano que caiu o percentual de meninos e meninas de 10 a 13 anos com aparelho próprio.

A pesquisa também abordou o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), que passou a valer neste ano e estabeleceu regras voltadas à proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital. Entre as medidas citadas está o reforço da supervisão parental. Menores de 16 anos somente poderão acessar redes sociais se a conta estiver vinculada à de um responsável legal.

Outro tema analisado foi a relação entre brincadeiras e gênero. Para 63% dos brasileiros, brincadeiras não deveriam ser classificadas como de menino ou de menina. Ainda assim, 36% consideram errado que meninos brinquem de boneca e meninas, de carrinho. A reprovação é maior entre os homens, com 46%, do que entre as mulheres, com 27%.

Para o presidente do Instituto Locomotiva, Renato Meirelles, a maioria que rejeita a ideia de brincadeiras específicas para meninos ou meninas mostra que essa visão ganhou espaço na sociedade. Segundo ele, porém, ainda há o desafio de transformar esse entendimento em prática, pois os preconceitos permanecem.

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou nesta sexta-feira (9) o calendário profissional masculino para 2027. A programação prevê a paralisação das competições nacionais durante a Copa do Mundo Feminina, que será realizada no Brasil entre 24 de junho e 25 de julho.

A interrupção atende a uma exigência da Federação Internacional de Futebol (Fifa) aos países-sede do Mundial. Dos 78 locais selecionados para treinamentos das seleções e jogos da competição, 55 são normalmente utilizados por clubes das quatro divisões nacionais masculinas.

A Série A do Campeonato Brasileiro começará em 27 de janeiro e terminará em 1º de dezembro. As 19 rodadas do primeiro turno serão disputadas nos primeiros seis meses da temporada. O torneio será interrompido em 17 de junho, antes do início da Copa, e retomado em 28 de julho.

A Série B terá início em 20 de março e seguirá até 27 de novembro. Quando for paralisada, em 15 de junho, a competição estará na 13ª rodada. As partidas serão retomadas em 27 de julho.

As Séries C e D começarão em 4 de abril. A terceira divisão será disputada até 31 de outubro, enquanto a quarta tem encerramento previsto para 12 de setembro. As duas competições ficarão suspensas durante a primeira fase da Copa do Mundo Feminina, entre 19 de junho e 10 de julho.

De acordo com a CBF, o calendário poderá passar por ajustes depois da definição dos locais de treinamento das seleções participantes. A escolha será feita após o sorteio dos grupos do Mundial, marcado para 11 de dezembro.

A Copa do Brasil reunirá 128 clubes e será realizada de 6 de janeiro a 5 de dezembro. Os times da Série A entrarão diretamente na quinta fase. Os campeões estaduais de 2026 começarão a disputa a partir da segunda fase, com exceção dos clubes que estiverem na primeira divisão nacional.

As Copas Verde, Sul-Sudeste e do Nordeste estão programadas para ocorrer entre 24 de março e 13 de junho. Já os campeonatos estaduais terão datas distribuídas de 10 de janeiro a 7 de março, período que também incluirá quatro rodadas do Brasileirão.

A temporada será aberta oficialmente pela Supercopa Rei, confronto em jogo único entre os campeões do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil. A partida está marcada para 24 de janeiro, mas o local ainda não foi definido.

Segundo Julio Avellar, diretor de Competições da CBF, a entidade buscou organizar as competições considerando as datas internacionais e a realização da Copa do Mundo Feminina no país. Ele também afirmou que o planejamento mantém flexibilidade para eventuais ajustes.

Estudantes de diversos estados participaram, ao longo desta semana, de manifestações em defesa da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência da República. Os atos foram convocados pela União Nacional dos Estudantes (UNE), que declarou apoio ao candidato no segundo turno das eleições.

Além do apoio eleitoral, os participantes apresentaram reivindicações relacionadas à educação pública gratuita e de qualidade, ao fim da escala de trabalho 6×1 e à manutenção da democracia.

Na quarta-feira (7), milhares de estudantes e trabalhadores se reuniram na região da Candelária, no centro do Rio de Janeiro. O grupo percorreu a Avenida Rio Branco em direção à Cinelândia. A manifestação foi marcada pela defesa do voto em Lula e por pautas ligadas aos direitos sociais.

Na quinta-feira (8), foram registrados atos em ao menos 13 estados e no Distrito Federal. Em São Paulo, estudantes se reuniram nas faculdades particulares Cásper Líbero e Mackenzie. Também houve uma concentração de apoiadores na Praça Roosevelt, na região central da capital.

Em Palmas, no Tocantins, a mobilização ocorreu na Universidade Federal do Tocantins (UFT). O jornalista Kaio Costa, ex-aluno da instituição, participou do ato. Segundo ele, a manifestação representou não apenas apoio a Lula, mas também uma defesa da democracia e dos direitos básicos da população.

“Se a gente for fazer uma análise sobre o que está acontecendo no mundo inteiro, a gente tem visto uma grande onda de conservadorismo e retrocesso em direitos básicos tanto das mulheres quanto de comunidades minoritárias das quais eu faço parte, porque eu sou um homem negro e LGBT, nascido no interior do Tocantins. Eu não posso me dar o luxo de só assistir a coisa acontecer”, afirmou.

Também foram realizadas manifestações em Minas Gerais, Paraíba, Maranhão, Piauí, Bahia, Mato Grosso do Sul, Sergipe, Rio Grande do Sul, Ceará, Amapá e Paraná. No Distrito Federal, o ato ocorreu na Universidade de Brasília (UnB).

A estudante de direito Ada Victória Moura Leite, de 18 anos, integrante do Centro Acadêmico, disse que a mobilização reuniu universitários e moradores das comunidades próximas, incluindo estudantes do ensino médio. Para ela, a participação teve relação com a defesa dos direitos humanos e da universidade pública.

“Não podemos regredir para um Estado que não respeite os direitos humanos, que não valorize a universidade pública”, declarou.

A Federação Internacional de Futebol (Fifa) identificou 240.676 publicações ofensivas nas redes sociais durante a Copa do Mundo de 2026. O número corresponde a cerca de 1,4% das mais de 17 milhões de mensagens analisadas entre 9 de junho e 20 de julho. Entre os conteúdos considerados abusivos, 20% tinham cunho racista.

O relatório foi divulgado nesta sexta-feira (9), véspera do Dia Mundial da Saúde Mental, lembrado neste sábado (10). A análise envolveu as plataformas X, antigo Twitter, Instagram, Facebook e TikTok, além das contas oficiais das 48 seleções participantes.

Também foram monitoradas as atividades de 1.606 pessoas ligadas ao torneio, entre elas 1.248 atletas, 188 treinadores e integrantes de comissões técnicas e 170 oficiais de arbitragem. As postagens ofensivas foram direcionadas a 812 indivíduos, o equivalente a 50,6% das pessoas acompanhadas pela entidade.

Do total de mensagens apontadas pela ferramenta de inteligência artificial da Fifa, 477.217 passaram por revisão humana. O sistema de proteção usado pela organização oculta conteúdos considerados indesejados para proteger os participantes das competições.

Segundo a federação, 60,7 milhões de mensagens foram publicadas nas plataformas da Fifa e das seleções durante o Mundial. Desse total, 9,2 milhões de postagens, ou 15%, foram bloqueadas automaticamente antes de serem exibidas ao público.

Um jogador que não teve o nome divulgado recebeu mais de 10 mil mensagens abusivas. Cerca de 40% delas eram racistas. O atleta também foi alvo de ataques homofóbicos, sexistas e transfóbicos. De acordo com o relatório, o volume de ofensas aumentou após comentários de teor racial feitos por uma figura pública e amplamente compartilhados.

Durante a competição, a senadora paraguaia Celeste Amarilla publicou ofensas contra o atacante francês Kylian Mbappé na plataforma X. Ela questionou a identidade do jogador, que nasceu em Paris e é filho de pai camaronês e mãe de origem argelina.

As alegações de corrupção representaram 15% das publicações revisadas, em sua maioria direcionadas à própria Fifa. Outros 14% continham ameaças violentas, com aumento após a vitória da Noruega sobre o Brasil por 2 a 1, nas oitavas de final. Ataques xenofóbicos apareceram em 12% das mensagens.

A seleção da França foi a mais atingida por ataques, com destaque para as ofensas racistas, que corresponderam a 33% dos conteúdos direcionados à equipe. No caso da Inglaterra, ataques racistas e xenofóbicos somados chegaram a 21%. As mensagens questionavam a composição multicultural dos dois elencos.

Em comunicado, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmou que a entidade mantém o compromisso de proteger a comunidade do futebol contra mensagens de ódio nas redes sociais, inclusive conteúdos produzidos por pessoas e imagens geradas por inteligência artificial.

O candidato do PL à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro, participou nesta sexta-feira (9) de um ato de campanha ao lado do deputado estadual Douglas Ruas (PL-RJ), candidato ao governo do Rio de Janeiro. Durante o evento, realizado na Ilha Itanhangá, na Barra da Tijuca, zona oeste da capital, Flávio afirmou que os dois estão alinhados para “declarar guerra” ao crime organizado.

Em conversa com jornalistas durante um intervalo da agenda, o senador citou grupos como Comando Vermelho, Primeiro Comando da Capital (PCC) e milícias. O encontro reuniu apoiadores e políticos em um espaço de eventos localizado no bairro.

“Aos narcoterroristas de Comando Vermelho, PCC e milícias que estão aqui no Rio, estão em São Paulo, estão em todo o Brasil”, declarou Flávio Bolsonaro.

Durante o ato, o candidato também classificou como “boatos” as informações de que pretende privatizar a Petrobras. Ele agradeceu o apoio anunciado na véspera pelo candidato derrotado à Presidência Augusto Cury (Avante) e disse que está conversando com outros partidos.

Flávio afirmou ainda que pretende manter os programas sociais e negou que vá acabar com o Bolsa Família. “Há várias mentiras circulando. Uma delas é que eu acabaria com o Bolsa Família. Isso é mentira”, disse.

A declaração ocorre após críticas relacionadas à proposta do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2023, enviada ao Congresso em 2022 durante o governo de Jair Bolsonaro. O texto previa redução de 59% nos recursos do Farmácia Popular, de R$ 2,04 bilhões para cerca de R$ 804 milhões.

A coordenadora econômica da campanha, Daniella Marques, tem afirmado que a equipe pretende reduzir o número de ministérios e cortar gastos públicos. Em outubro, reportagem da Folha de S.Paulo informou que o grupo estudava medidas com potencial de economia de até R$ 250 bilhões, incluindo mudanças na correção de aposentadorias e do Benefício de Prestação Continuada (BPC), além de alterações nos pisos constitucionais de saúde e educação. A campanha nega que essas medidas sejam posições oficiais do candidato.

Douglas Ruas é filho de Capitão Nelson (PL), prefeito de São Gonçalo. O prefeito foi citado, em 2008, no relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito das Milícias da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro como um dos líderes de uma milícia na região. Ele nega as acusações.

Flávio Bolsonaro também é citado em episódios relacionados ao miliciano Adriano da Nóbrega. Em 2003, quando era deputado estadual, apresentou uma moção de louvor a Adriano, que recebeu a Medalha Tiradentes em 2005 por iniciativa do então parlamentar. A mãe e a esposa do miliciano chegaram a trabalhar no gabinete de Flávio. O senador também é acusado de ter destinado uma emenda de quase R$ 200 mil a um projeto esportivo a pedido de Robson Calixto, conhecido como Peixe, condenado por envolvimento na morte da vereadora Marielle Franco.

O dólar comercial fechou a sessão desta sexta-feira (9) cotado a R$ 4,985, com queda de 0,78%. A moeda norte-americana encerrou abaixo de R$ 5 pela segunda sessão consecutiva e acumulou desvalorização de 4,44% na primeira semana após o primeiro turno das eleições.

Durante o pregão, o dólar chegou a atingir a mínima de R$ 4,977, por volta das 13h. No acumulado do ano, a moeda registra queda de 9,18% em relação ao real. O movimento ocorreu em um cenário de valorização das moedas de países emergentes e de expectativas dos investidores sobre o cenário político brasileiro após a divulgação de pesquisas eleitorais.

O mercado também acompanhou os dados de inflação divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,82% em setembro. Em 12 meses, a inflação acumulou alta de 4,58%.

No exterior, o índice DXY, que acompanha o desempenho do dólar diante de uma cesta formada por seis moedas fortes, registrava alta de 0,08% em uma das cotações divulgadas durante a tarde.

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, avançou 1,38% nesta sexta-feira e terminou o dia aos 209.066,90 pontos, novo recorde de encerramento. Durante o pregão, o indicador chegou à máxima histórica de 209.713,45 pontos.

Na semana, o Ibovespa acumulou valorização de 8,82%. O desempenho foi associado ao fluxo de investimentos para ações brasileiras e às expectativas relacionadas ao cenário eleitoral e à política econômica a partir de 2027.

As bolsas de Nova York também encerraram o dia em alta. O índice S&P 500, que reúne ações das 500 maiores empresas dos Estados Unidos, subiu 0,60%, em uma sessão marcada pela expectativa com a temporada de resultados corporativos do terceiro trimestre e pela atenção aos próximos dados de inflação.

Os contratos futuros de petróleo também fecharam em alta. O barril do tipo Brent para dezembro, referência internacional, avançou 0,42% e terminou cotado a US$ 104,72. O petróleo WTI para novembro, negociado no Texas, subiu 0,39%, para US$ 91,85 por barril.

Na semana, o Brent acumulou alta de 2,41%, enquanto o WTI avançou 0,81%. Os preços foram influenciados por preocupações com a oferta global, pelas tensões no Oriente Médio, por relatos de incidentes em rotas estratégicas de transporte e pelos efeitos de condições climáticas adversas sobre a produção nos Estados Unidos.

A Polícia Federal negou nesta sexta-feira (9) a existência de um depoimento em que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro teria relatado ter repassado dinheiro para financiar um documentário sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição. A informação foi publicada pela revista Veja.

Em nota, a corporação afirmou que Vorcaro não prestou depoimento com o conteúdo descrito na reportagem intitulada “Vorcaro conta que liberou dinheiro para filme sobre Lula por negócios no governo”. Segundo a PF, o ex-banqueiro também não entregou à instituição anexos, documentos ou informações relacionadas ao suposto financiamento.

“A Polícia Federal esclarece, em relação à reportagem intitulada ‘Vorcaro conta que liberou dinheiro para filme sobre Lula por negócios no governo’, publicada pela revista Veja, nesta sexta-feira (9/10), que Daniel Vorcaro não prestou depoimento com o teor relatado na matéria, tampouco entregou à instituição anexos, documentos ou informações com o conteúdo ali descrito”, informou a instituição.

À Agência Brasil, o advogado Daniel Bialski disse não ter conhecimento de qualquer financiamento com essas características. Ele explicou que não participava da defesa de Vorcaro quando foram apresentadas propostas de colaboração, mas afirmou que não houve novo depoimento do ex-banqueiro à PF ou a qualquer outro órgão sobre o assunto.

Bialski também declarou não ter tido acesso a documentos que comprovassem o suposto repasse e disse que Vorcaro nunca conversou com ele a respeito desse financiamento.

Diante da publicação, a Advocacia-Geral da União informou que pedirá à revista Veja o direito de resposta e a correção das informações. Segundo a AGU, foram divulgadas informações consideradas inverídicas e gravemente ofensivas a autoridades federais.

O grupo Prerrogativas, formado por juristas do campo progressista, pediu que a Polícia Federal faça uma perícia no áudio divulgado pela revista. A entidade levantou a possibilidade de a gravação ter sido adulterada por meio de montagem de trechos ou uso de inteligência artificial, com o objetivo de interferir no segundo turno das eleições presidenciais.

O grupo afirmou ainda não haver informações sobre quando, onde ou em quais circunstâncias o áudio teria sido gravado. Também relatou ter recebido informações de que o material poderia não ser autêntico ou íntegro.

O caso foi relacionado ao episódio envolvendo o filme Dark Horse. Segundo a PF, o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro pediu R$ 131 milhões a Vorcaro para a produção da obra, dos quais R$ 60 milhões teriam sido pagos. A solicitação foi registrada em áudio divulgado pelo site Intercept em maio deste ano, cuja veracidade foi confirmada pelo senador.

Cerca de 86% das notas fiscais emitidas por empresas obrigadas a informar a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) já destacavam o tributo nos últimos 30 dias, informou a Receita Federal nesta sexta-feira (9). O levantamento considera documentos emitidos até as 23h59 de 7 de outubro e foi atualizado no painel de Registro de Operações de Consumo (ROC) em 8 de outubro de 2026.

De acordo com os dados, foram emitidas 3,7 bilhões de notas fiscais com a informação da CBS no período. Outros 600 milhões de documentos não apresentaram o destaque da contribuição. A CBS foi criada pela reforma tributária para substituir gradualmente tributos cobrados sobre bens e serviços.

O levantamento também mostra a situação dos estabelecimentos emissores. No período analisado, 1.275.356 empresas obrigadas emitiram documentos fiscais. Desse total, 489.326 informaram a CBS em todas as notas emitidas, enquanto 365.826 destacaram o tributo apenas em parte dos documentos.

Somadas as duas categorias, 855.152 empresas, aproximadamente 67% do total, já informaram a CBS em todas ou em parte das notas fiscais. O indicador inclui tanto os estabelecimentos que concluíram a adaptação quanto aqueles que ainda estão ajustando seus sistemas e processos.

As empresas optantes pelo Simples Nacional não são obrigadas a destacar a CBS em 2026 e, por isso, não fazem parte desse cálculo.

Por tipo de documento fiscal, o maior percentual de adequação foi registrado no Conhecimento de Transporte Eletrônico (CT-e), com 87% dos emissores informando a CBS. São 8.124 estabelecimentos que fazem o destaque em todas as notas e 17.139 que o fazem em parte delas.

Na Nota Fiscal Fatura de Serviços de Comunicação (NFCom), o percentual é de 82%. Desse grupo, 1.581 estabelecimentos destacam a contribuição em todos os documentos e 1.466 em parte das emissões.

A Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica (NFC-e), utilizada em atividades como supermercados, farmácias, restaurantes e postos de combustível, registra 81% de adequação. O destaque aparece em todas as notas de 73.841 emissores e em parte delas nas emissões de outros 94.827 estabelecimentos.

Já a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), usada principalmente por indústrias, atacadistas e distribuidores, apresenta 78% de adesão. O tributo é informado em todos os documentos de 247.783 estabelecimentos e em parte das notas de outros 268.015.

A CBS integra, juntamente com o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), o novo modelo de tributação sobre o consumo. O cronograma prevê 2026 como período de adaptação e testes; o início da cobrança integral da CBS em 2027; a redução gradual do ICMS e do ISS entre 2029 e 2032; e a vigência integral do IBS prevista para 2033.

A Receita Federal e o Comitê Gestor do IBS orientam as empresas a preparar sistemas fiscais, rotinas de faturamento e processos internos para cumprir as obrigações previstas nos regulamentos e atos conjuntos dos órgãos.